O Tribunal Especial de Julgamento do Impeachment do governador Carlos Moisés (PSL) e da vice Daniela Reinehr (sem partido), formado por cinco deputados estaduais e cinco desembargadores, se reúne nesta sexta-feira (23), às 9 horas, para discutir e votar o parecer do relator Kennedy Nunes (PSD) sobre a denúncia envolvendo a equiparação salarial dos procuradores do Estado.
Entre as figuras importantes envolvidas no primeiro processo de impeachment do governador está Ricardo Roesler.
Como presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, é responsabilidade dele conduzir as ações relacionadas ao processo. Além disso, Roesler também pode votar em caso de empate na votação feita pelo tribunal misto e, assim, decidir o futuro do governo do Estado.
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Ricardo Roesler nasceu em São Bento do Sul e é presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina – Foto: Marco Santiago/NDRoesler nasceu em São Bento do Sul e ingressou na magistratura catarinense em 1987, atuando nas comarcas de Joinville, São Francisco do Sul e Canoinhas. Em 1989, foi promovido a juiz de Direito e judiciou nas comarcas de Barra Velha, Sombrio, Jaraguá do Sul e, novamente, em Joinville.
Entre 2003 e 2006, foi presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses, de onde saiu para atuar como diretor financeiro da Associação dos Magistrados Brasileiros entre 2004 e 2007.
Em 2012, foi promovido ao cargo de desembargador e, seis anos depois, em 2018, foi eleito presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, conduzindo as eleições daquele ano no Estado. Em janeiro de 2020, tomou posse como presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Roesler é conhecido por ser muito apegado às normas jurídicas e fazer um julgamento técnico. Aliás, a condução de um julgamento técnico é a esperança de Moisés para evitar a continuidade do processo, como disse após a votação.
“Acreditamos que o julgamento será técnico. Percebemos que os deputados votaram no prosseguimento, mas não estavam julgando o mérito. Um sinal de que muitos entendem que não é justa causa para a condenação por crime de responsabilidade do governador e da vice-governadora”, afirmou, à época, o governador.
Vale lembrar que o presidente do Tribunal de Justiça também está na linha sucessória e pode assumir o governo do Estado, caso haja impossibilidade por parte do governador, da vice e do presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.