Após julgamento nesta quarta-feira (26), o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) condenou dois integrantes de uma facção criminosa. Dentre as acusações que levaram à condenação estão sequestro e homicídio. Os crimes foram praticados em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis.
O crime aconteceu na região da Cobrinha de Ouro, situada na Estrada Geral do Braço São João, no bairro Braço São João – Foto: Google Maps/Reprodução/NDO julgamento ocorreu pelo Tribunal do Júri da Comarca da cidade. Os autores, Leandro Niederauer Rodrigues Júnior foi condenado a 25 anos e quatro meses de reclusão e Vinícius de Jesus Barbosa a 21 anos e três meses de prisão, ambos em regime inicial fechado. A soma da pena da dupla é de 46 anos.
A ação penal foi ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Santo Amaro da Imperatriz. No processo, traz o relato dos crimes praticados pelos dois acusados no dia 25 de setembro de 2019, motivados pela guerra entre facções criminosas.
SeguirA vítima Itamar Henrique Kruger da Silva, segundo informações do júri, morava no Rio Grande do Sul, em um local de atuação da facção criminosa rival.
Itamar era usuário de drogas e deixou um aparelho celular em uma boca de fumo dominada pela facção dos réus como garantia. Porém, no aparelho, foi constatada a presença de um vídeo da execução de um integrante da facção dos acusados por rivais de outra.
Esse vídeo foi o suficiente para ser decretada a morte de Itamar. Leandro, que assumia a posição de chefia na facção e seu comparsa Vinícius estavam acompanhados de um terceiro acusado, que está foragido, sequestraram a vítima.
A vítima foi presa dentro do porta-malas de um carro e levada a até o local da execução, um terreno em local ermo. Lá chegando, Itamar — que estava amordaçado e com mãos e pés amarrados — foi executado com oito tiros de revólver.
Conforme sustentado pelo Promotor de Justiça Marco Antônio da Gama Luz Júnior no julgamento, os réus foram condenados por homicídio duplamente qualificado motivado por motivo torpe e pela impossibilidade de defesa da vítima.
Outras acusações também recaíram sobre os réus como, por exemplo, sequestro e cárcere privado e também por pertencer à organização criminosa armada.
Conforme o requerimento do Ministério Público, a prisão preventiva que já havia sido decretada durante as investigações foi mantida, cabe ainda ressaltar que os réus não poderão recorrer da sentença em liberdade.
“Dia importante para todos que vivem em Santo Amaro da Imperatriz. A pena justa e proporcional aos atos violentos que foram praticados servirá para manter os laços de coexistência social e, sobretudo, evitar a reincidência de criminosos”, considerou o Promotor de Justiça.