Integrantes de grupo suspeito de participar de encontro neonazista em SC viram réus

Inquérito aponta que eles estavam juntos com o propósito de praticarem, incitarem, e cultuarem o preconceito de raça, cor e religião, com idolatria ao nazismo

Redação ND Florianópolis

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A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e os oito integrantes de um suposto grupo neonazista viraram réus em ação penal pública.

Os oito suspeitos foram localizados durante uma reunião em São Pedro de Alcântara – Foto: Polícia Civil SC/Divulgação/NDOs oito suspeitos foram localizados durante uma reunião em São Pedro de Alcântara – Foto: Polícia Civil SC/Divulgação/ND

Os integrantes foram presos em flagrante em um sítio no município de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, quando participavam de um encontro no dia 14 de novembro.

A ação penal pública da 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital aponta que eles estavam juntos com o propósito de praticarem, incitarem, e cultuarem o preconceito de raça, cor e religião, com idolatria ao nazismo.

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Os réus são acusados de associação para o fim específico de cometer crimes de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

O promotor de Justiça Rodrigo Millen Carlin destaca que com os acusados foi encontrado farto material de divulgação da ideologia nazista “como camisetas e botons, sem falar em tatuagens que os supostos integrantes do grupo ostentavam. Nos grupos de redes sociais dos quais os acusados participavam foram encontradas uma séria de mensagens que podem configurar crimes de ódio”.

“Desta forma, diante de todo o contexto apresentado, os denunciados, além de estarem associados para o cometimento de crimes, estavam unidos com o propósito de praticarem e incitarem a discriminação e preconceito de raça, cor, etnia e religião, resultante, inclusive, da idolatria ao nazismo e à supremacia branca”, conclui o Promotor de Justiça.

Um dos acusados já foi preso em flagrante por porte ilegal de arma; outro foi condenado por tentativa de homicídio no Rio Grande do Sul e estava com tornozeleira eletrônica; outro é investigado por um homicídio no Paraná; e um quarto já possui registro por preconceito religioso no Rio grande do Sul.

A denúncia foi apresentada pela 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com atribuição para atuar nos casos de crimes de ódio e racismo em todo o território catarinense.

Os oito réus responderão ao processo com amplo direito à defesa e ao contraditório.