Sete meses após a briga envolvendo a torcida organizada União Tricolor, do JEC, a Justiça acatou o pedido do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e 11 integrantes da torcida irão a júri popular em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Os torcedores são acusados de tentativa de homicídio triplamente qualificada por motivo fútil, perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de crimes conexos.
A próxima etapa do processo será a manifestação dos advogados – Foto: Assessoria de imprensa TJ/Divulgação NDA agressão aconteceu no dia 20 de fevereiro, quando um grupo de cerca de 30 integrantes da União Tricolor invadiu um bar na zona Leste da cidade, onde estavam torcedores do Remo e do Paysandu. Com tacos de beisebol, pedaços de madeira e barras de ferro, os torcedores joinvilenses invadiram o local. A ação foi flagrada por câmeras de segurança.
Wellington Gleidson do Nascimento foi violentamente agredido e chegou a ficar em coma. O torcedor ficou 26 dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e recebeu alta após mais de um mês de internação. Além disso, ficou com sequelas da agressão.
SeguirA audiência de instrução e julgamento foi realizada em julho, onde foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além dos réus.
“O motivo propulsor do crime foi fútil, pois os denunciados intentaram contra a vítima pelo fato das pessoas presentes no bar `Sabores do Pará’ terem se recusado a cumprirem a ordem de tirarem as camisetas dos times paraenses Paysandu e Remo. Gerou perigo comum, pois o estabelecimento que foi alvo do ataque estava em pleno funcionamento com inúmeros frequentadores, dentre eles crianças e mulheres, que tiveram que empreender fuga às pressas para evitarem o ataque criminoso e foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois os réus, armados, atacaram em superioridade numérica, sem dar chances de defesa para a vítima”, destacou o Ministério Público na denúncia.
Ainda não há definição de data para o Júri Popular.