Um jovem de 23 anos foi condenado a mais de 60 anos de prisão por abuso e estupro das irmãs menores de idade em Araranguá, no Sul do Estado. Os crimes foram cometidos entre dezembro de 2020 e junho de 2021.
Homem foi preso no Rio de Janeiro – Foto: Reprodução/Foto IlustrativaSegundo o Ministério Público de Santa Catarina, a sentença de 61 anos, oito meses e 13 dias se refere à prática de estupro de vulnerável praticado em contexto de violência doméstica, tentativa de estupro de vulnerável também em contexto de violência doméstica e facilitação de acesso de menor de idade a conteúdo pornográfico.
Durante dois anos, o réu permaneceu foragido e só foi encontrado no Rio de Janeiro. O mandado de prisão preventiva decretado em maio de 2021 e só foi cumprido em maio de 2023.
Seguir“Para a prática dos crimes, o réu se valia da condição de irmão das vítimas, aproveitando-se da autoridade que exercia sobre elas para cometer os abusos sexuais”, apontou a denúncia. Na época dos fatos, as vítimas tinham 9 e 15 anos.
A denúncia ainda apontou que o homem também estuprou a menina mais velha. O fato foi levado às autoridades policiais depois que as irmãs relataram o que ocorria para a mãe, que procurou a delegacia.
Conforme o promotor de Justiça, Pedro Lucas de Vargas, a irmã mais nova, de 9 anos, só não foi vítima de estupro por circunstâncias alheias à vontade do réu, uma vez que a menina conseguiu fugir para outro cômodo em todas as tentativas.
Todos os atos eram praticados sob ameaça, o condenado dizia que mataria as irmãs e outros familiares caso elas negassem a prática. Ele também apresentava conteúdos pornográficos à irmã de 9 anos a fim de naturalizar a prática, com o intuito de estuprá-la.
“Ressalta-se que os fatos caracterizam uma situação de violência doméstica e familiar contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino e uma vez que as vítimas são irmãs do denunciado, o qual se valeu da relação doméstica e familiar para a prática do delito. A consumação dos crimes foi confirmada por meio de laudo pericial e depoimentos de pessoas próximas e das próprias vítimas”, finalizou o MP.