Remarcado para esta sexta-feira (24), o julgamento do motorista acusado de causar o acidente que matou um casal na BR-470 em Indaial, em junho de 2016, foi adiado. O júri popular seria realizado no Fórum da Comarca do município do Vale do Itajaí.
Adriana Cattoni e Everton Kreutzfeld estavam no carro atingido pelo motorista acusado – Foto: Reprodução/NDAs vítimas, Adriana Cattoni e Everton Kreutzfeld, de 24 e 27 anos na época, estavam em um Peugeot quando foram atingidos violentamente pelo veículo conduzido pelo réu, um VW/Gol.
Julgamento foi cancelado após pedido da defesa do acusado
O julgamento do acusado deveria ter ocorrido no dia 4 de abril, mas foi remarcado para a manhã desta sexta-feira (24), após pedido da defesa, que solicitou o adiamento devido à impossibilidade de comparecimento em razão de problemas de saúde, “comprovados por meio de atestados médicos”, afirmou a juíza Leila Mara da Silva na decisão.
SeguirAo Portal ND Mais, a comunicação do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) informou que o julgamento, o qual já havia sido remarcado, foi adiado.
Novamente, a defesa do réu apresentou um testado médico, informando que o acusado foi submetido à cirurgia, se encontrando internado, impossibilitado de participar do ato. Ainda não foi designada uma nova data para o julgamento.
O réu responde ao processo em liberdade. O acidente, de acordo com a ação penal do TJSC, ocorreu depois que o motorista ingeriu bebida alcóolica.
Depoimentos de testemunhas e prontuários médicos apontaram que ele estava com dificuldade de equilíbrio, fala alterada, agressivo, arrogante, exaltado, irônico, falante, dispersivo, sonolento, com olhos vermelhos, desordem nas vestes e odor de álcool no hálito após o grave acidente.
Após perder o controle da direção, o veículo do réu passou por cima de um canteiro e de uma rotatória na rodovia federal e, depois que invadiu parcialmente a contramão, atingiu o carro das vítimas, que morreram no local.
O filho do casal, na época com um ano e sete meses, estava no veículo e sobreviveu ao acidente. Ela estava na cadeirinha e foi retirado do carro por populares que auxiliaram no socorro, antes da chegada dos bombeiros. Hoje, conforme familiares das vítimas, a criança mora com a avó materna.