Julgamento de acusado de feminicídio de médica em Itapema tem nova data

Crime aconteceu em março de 2020 e acusado ficou foragido por mais de um ano até ser encontrado no Rio Grande do Sul

Redação ND Itajaí

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O julgamento de Ireno Nelson Pretzel, de 65 anos, inicialmente marcado para dia 10 de março, foi adiado para o dia 24 de março. A informação foi repassada pela advogada da família da vítima.

Julgamento de acusado de matar médica em Itapema tem nova data – Foto: Reprodução/NDJulgamento de acusado de matar médica em Itapema tem nova data – Foto: Reprodução/ND

A sessão do júri deve acontecer em Itapema, Litoral Norte de Santa Catarina, cidade onde aconteceu o feminicídio da médica Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, em 20 de março de 2020.

Ireno é acusado pelo crime e ficou mais de um ano foragido, ele foi preso em abril de 2021 no Rio Grande do Sul. O julgamento será por tribunal popular pelos crimes de homicídio qualificado, com a qualificadora de feminicídio e asfixia, Ireno teria estrangulado a médica com as próprias mãos.

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O acusado segue preso. Em julho de 2021 a defesa de Ireno solicitou a liberdade do homem, mas o pedido foi negado. Ireno ficou mais de um ano foragido e foi preso em abril no Rio Grande do Sul. Segundo o delegado responsável pela prisão, ele já tinha inclusive uma nova namorada no município gaúcho de Charqueadas.

Ele foi preso em flagrante no dia no crime, 20 de março de 2020, e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pelo juízo da Vara Criminal da comarca de Itapema.

Em junho do mesmo ano, no entanto, ele foi solto por decisão da Justiça. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) entrou com recurso e a prisão preventiva foi reestabelecida em setembro, mas Ireno ficou foragido até abril de 2020.

Médica foi encontrada morta no apartamento dela em Itapema – Foto: Redes sociais/Reprodução/NDMédica foi encontrada morta no apartamento dela em Itapema – Foto: Redes sociais/Reprodução/ND

Relembre o caso

A médica Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz tinha 60 anos quando foi morta dentro da casa de veraneio da família, na região central de Itapema, logo no começo do lockdown imposto para evitar o contágio da Covid-19, ainda em março de 2020.

A PM (Polícia Militar) foi chamada por vizinhos por volta das 17h30 daquela sexta-feira, e precisou arrombar a porta do apartamento do casal para localizar a vítima. Ireno já havia deixado o imóvel, mas foi preso ao retornar para o apartamento, para pegar a carteira.

Ele contou à PM que agrediu a esposa durante uma discussão em que ela teria dado um tapa no rosto dele. Ireno é réu confesso do crime. Em março do ano passado, Alex Blaschke Romito Almeida, o advogado de defesa do acusado, afirmou à reportagem do Grupo ND que, apesar de Ireno ter sido denunciado por feminicídio, a defesa entende que o crime se trata de homicídio simples.

Com informações do repórter Paulo Metling, da NDTV Itajaí

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