Julgamento que decide cassação de Jorge Seif é adiado

Votação no TSE determina se Jorge Seif é culpado por abuso de poder econômico durante a campanha pré-eleitoral para o Senado

Redação ND Florianópolis

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O julgamento que determina a cassação ou não do senador catarinense Jorge Seif (PL), que seria realizado nesta terça-feira (16) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi adiado novamente.

O senador Jorge Seif (PL-SC) – Foto: Edilson Rodrigues/Agência SenadoO senador Jorge Seif (PL-SC) – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O relator do caso, ministro Floriano Azevedo, se ausentou da sessão por “motivos de doença em família”, anunciou o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.

Acusações contra Jorge Seif

A coligação Bora Trabalhar, autora do pedido, alega que o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, doou recursos à campanha de Seif que não foram discriminados na prestação de contas à Justiça Eleitoral, declarada pelo governador em R$ 3,3 milhões. Ambos negam as irregularidades.

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Julgamento que decide cassação de Jorge Seif é adiado nesta terça-feira (16) – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/NDJulgamento que decide cassação de Jorge Seif é adiado nesta terça-feira (16) – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/ND

Jorge Seif já foi absolvido no TRE-SC

O processo foi movido pela coligação ‘Bóra Trabalhar’ (União-PSD-Patriota) e pelo ex-governador Raimundo Colombo (PSD).

No final de 2023 ele chegou a ser absolvido no TRE-SC (Tribunal Regional de Santa Catarina), que julgou os pedidos de cassação improcedentes e entendeu que não havia provas suficientes para demonstrar a gravidade das condutas de abuso de poder econômico.

O senador Jorge Seif é julgado por abuso de poder econômico durante a campanha pré-eleitoral para o Senado – Foto: Reprodução/Internet/NDO senador Jorge Seif é julgado por abuso de poder econômico durante a campanha pré-eleitoral para o Senado – Foto: Reprodução/Internet/ND

Na época, concluiu-se que a eleição dele se deu pela “onda bolsonarista” em SC e não por influência direta de um empresário catarinense em sua campanha.

Após a decisão do TRE-SC, a coligação ‘Bora Trabalhar’ apresentou recurso ordinário junto ao TSE pedindo a reforma da sentença da Corte Regional.

Em março deste ano, o vice-procurador-geral da República Alexandre Espinosa emitiu parecer determinando a cassação do mandato da chapa eleita para o Senado em SC, no pleito de 2022.