Júri de cartomante e marido que tentaram matar empresária em SC deve durar 2 dias

Tentativa de homicídio ocorreu em junho de 2019 em Chapecó, no Oeste Catarinense. Casal teria contratado um paraguaio para matar uma empresária, a pedido de outra mulher

Foto de Willian Ricardo

Willian Ricardo Chapecó

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Com atraso de pouco mais de uma hora, teve início na manhã desta terça-feira (10) o primeiro dia de julgamento da cartomante e o marido, acusados de ajudar na tentativa de matar uma empresária em Chapecó, no Oeste Catarinense, em junho de 2019. O juri pode ter sequência até a quarta-feira (11).

Casal chegou ao fórum no início da manhã desta terça-feira — Foto: Roberto Bortolanza/NDCasal chegou ao fórum no início da manhã desta terça-feira — Foto: Roberto Bortolanza/ND

O casal responde por tentativa de homicídio qualificada pelo crime ter sido cometido mediante promessa de recompensa e por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A mulher ainda responde por constranger a mandante do crime a pagar certa quantia em dinheiro, sob ameaça de morte contra ela e o neto.

Depois do sorteio dos sete jurados — três mulheres e quatro homens —, começou a oitiva presencial das testemunhas de defesa. Onze pessoas foram elencadas no processo, das quais nove compareceram, dentre elas a vítima. Mesmo estando no fórum, todos foram ouvidos por sistema de videoconferência, em sala separada. A previsão é de que o intervalo de almoço seja realizado das 12h às 13h30. Após ouvir as testemunhas, terá início o interrogatório dos réus e, na sequência, as apresentações de acusação e defesa.

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Júri de cartomante e marido, que tentaram matar empresária em SC, deve durar 2 dias – Foto: TJSC/NDJúri de cartomante e marido, que tentaram matar empresária em SC, deve durar 2 dias – Foto: TJSC/ND

O julgamento acontece no Salão do Tribunal do Júri, do fórum da comarca de Chapecó. O representante do Ministério Público, Moacir José Dall Magro, atuará na acusação. A defesa está a cargo do advogado Claudio Dalledone Junior que conduz uma equipe de cinco pessoas. A sessão está sob presidência do juiz André Milani, da 2ª Vara Criminal.

Este é o segundo júri relativo ao caso. O paraguaio, autor dos disparos, foi julgado em 25 de novembro do ano passado. Ele foi condenado a 15 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por tentativa de homicídio qualificado por crime cometido mediante promessa de recompensa e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A sentença também inclui as penalidades por porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada e uso de documento falso.

A acusada de encomendar o crime aguarda julgamento de recurso para, depois, ser submetida ao tribunal do júri. De acordo com a denúncia, essa mulher procurou a cartomante em busca de reconciliação com o ex-marido, que se encontrava em novo relacionamento. Como o feitiço — que custou cerca de R$ 300 mil — não deu certo, a cartomante propôs o homicídio da atual companheira do homem.

Um matador de aluguel foi contratado, pelo marido da cartomante, para executar o crime e recebeu a orientação de simular um latrocínio (roubo seguido de morte). Dos R$ 35 mil prometidos, R$ 15 mil foram pagos antecipadamente.

Na tarde de 3 de junho de 2019, três disparos atingiram a cabeça da empresária, socorrida a tempo de se recuperar. O paraguaio fugiu em uma motocicleta e foi preso minutos depois. Ainda segundo a denúncia apresentada, a cartomante, então, exigiu mais dinheiro da mulher, a fim de sair da cidade com o marido. Sob ameaça de morte contra ela e o neto, a mulher entregou cheques no total de R$ 800 mil, dos quais R$ 90 mil foram compensados.

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