Justiça afasta e corta salários de médicos que fraudavam ponto em Joinville

Decisão judicial suspende, ainda, os salários de todos os envolvidos na investigação que prendeu dois médicos em flagrante

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Redação ND Joinville

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O escândalo dos médicos investigados por fraudar o cartão ponto no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville, no Norte do Estado, teve uma decisão judicial importante mantida nesta sexta-feira (18).

Os 11 médicos que fraudavam pontos foram afastados e tiveram os salários cortados em Joinville  – Foto: Adriano Mendes/NDTVOs 11 médicos que fraudavam pontos foram afastados e tiveram os salários cortados em Joinville  – Foto: Adriano Mendes/NDTV

O juiz Luis Paulo Dal Pont Lodetti aceitou a representação pelo afastamento de todos os médicos investigados. Além disso, os profissionais continuarão com os salários suspensos, estão proibidos de ir ao hospital ou manter contato com qualquer funcionário da unidade hospitalar.

O magistrado determinou, ainda, uma medida cautelar diversa da prisão no valor de R$ 31 mil, mesmo valor imposto como fiança para os dois médicos presos em flagrante durante a operação realizada na terça-feira (15).

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A informação da decisão foi confirmada pelo promotor Ricardo Paladino à reportagem do ND+ na noite desta sexta-feira (18). Os 11 médicos alvos da investigação são suspeitos de registrar a digital no ponto e sair do hospital sem cumprir o expediente integral, voltando apenas para marcar a saída no horário determinado.

O delegado Rafaello Ross, responsável pela investigação explica que a representação foi necessária devido à conduta dos investigados. “Em razão da notícia informada pela direção do Hospital de que alguns investigados estariam indo até o local, tumultuando o ambiente de trabalho e tentando influenciar os demais funcionários que tem conhecimento das fraudes praticadas, entendemos pertinente representar pelo afastamento dos médicos a fim de que as investigações não sejam prejudicadas”, diz.

Dois dos investigados foram presos em flagrante durante a operação batizada de “Ponto Fraudado”. Os profissionais estavam dormindo em casa no horário que deveriam estar atendendo na unidade hospitalar.

Além disso, durante monitoramento na investigação que precedeu a operação, um médico foi flagrado saindo do hospital no horário de expediente para ir a um motel.

Os dois médicos presos efetuaram o pagamento de fiança e foram colocados em liberdade. A Secretaria de Estado da Saúde, responsável pelo hospital, informou que abrirá sindicância para apurar a conduta dos médicos.

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