Justiça de SC condena homem que esfaqueou ex-esposa na frente da filha a 36 anos de prisão

Vítima morreu com 10 golpes de faca, na frente da filha, na madrugada do dia 7 de novembro

Redação ND Rio do Sul

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O homem que esfaqueou a ex-esposa enquanto ela dormia, ao lado da filha caçula do casal, foi condenado a 36 anos de reclusão. Ele sentou no banco dos réus no dia 10 de junho, quando foi julgado pelo Tribunal do Júri da comarca de Presidente Getúlio.

Mulher tinha 34 anos e foi encontrada morta ao lado do filho de 5 anos – Foto: Arquivo pessoal/Mikael Rodrigues Palhano/NDMulher tinha 34 anos e foi encontrada morta ao lado do filho de 5 anos – Foto: Arquivo pessoal/Mikael Rodrigues Palhano/ND

A sentença foi protocolada sete meses após o crime. Na madrugada do dia 7 de novembro, a mulher de 34 anos dormia ao lado da filha de 5 anos, quando o ex-marido invadiu o quarto e esfaqueou a vítima com dez golpes.

O corpo foi encontrado pelo filho mais velho, um adolescente de 14 anos. O rapaz pediu socorro via o grupo de mensagens na escola, já que o local não possuía sinal de telefone.

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– Tarde demais.

A mãe não resistiu aos ferimentos e morreu no local do crime.
Segundo informado pelo delegado responsável pelo inquérito na época dos fatos, o homem esperou no veículo o melhor momento para cometer o crime. Ele entrou no imóvel pela porta dos fundos e atacou a ex-mulher enquanto ela dormia.

Ela tinha dois filhos, de 5 e 14 anos – Foto: Reprodução/Redes SociaisEla tinha dois filhos, de 5 e 14 anos – Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Conselho de Sentença reconheceu a denúncia que apontou motivo fútil, ao meio cruel, e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, o feminicídio foi ainda mais grave, segundo entendimento do júri, por ser cometido na presença da filha. O homem descumpriu medidas protetivas de urgência.

Sentença

Além da prisão, ele terá também que reparar os danos causados pela atividade criminosa aos familiares mais próximos da vítima, no valor de R$ 200 mil, acrescidos de correção monetária e juros.

A sessão do Tribunal do Júri, com duração de quase 12 horas, foi presidida pelo juiz Felipe Agrizzi Ferraço, titular da Vara Única da comarca de Presidente Getúlio.

Os familiares da vítima acompanharam todo o julgamento. Ao réu foi negado o direito de recorrer em liberdade. O processo tramita sob sigilo.

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