Após uma tocaia, um homem atacou de surpresa e disparou oitos vezes à queima-roupa contra o advogado Hamilton Lopes Ribeiro, de 45 anos. O assassinato ocorreu na manhã de 2 de maio de 2023, em via pública de São Francisco do Sul, no Norte catarinense.
Hamilton Lopes Ribeiro foi morto alvejado quando chegava em casa – Foto: Divulgação/ND+ Suspeito de morte de advogado tem prisão homologada pela Justiça
Desde então, o caso se aproxima da elucidação e responsabilização dos envolvidos. Nessa terça-feira (9), o apontado como executor do crime, que já estava preso há um ano, foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão em regime fechado.
SeguirA condenação trouxe alívio para a família. “É uma sensação de justiça feita. Não terei meu irmão caçula de volta, mas o sentimento é de esperança. Confio na justiça e agradeço o Ministério Público de Santa Catarina pelo empenho neste processo”, desabafou Marília Ribeiro Lopes, irmã do advogado.
Relembre o crime ‘encomendado’ contra o advogado
Segundo o MPSC, o réu foi contratado para realizar o ato criminoso. Em uma motocicleta, ele seguiu o advogado até sua casa e, quando a vítima desembarcou do automóvel, foi alvejada pelo acusado, que fugiu do local.
Consta na denúncia do Ministério Público que o réu já vinha acompanhando a rotina da vítima há dias, “calculando com frieza a execução do crime, e, portanto, agindo com premeditação”.
A promotora de Justiça Barbara Machado Moura Fonseca sustentou ainda ainda, durante o julgamento, que o acusado recebeu uma quantia para executar o homicídio. Com o dinheiro, fez diversas compras, como a de um veículo C4 Pallas, ano 2008.
Segundo apurado pelas autoridades policiais, o réu de 25 anos também realizou transferências bancárias para uma conta de sua titularidade, fez compras em lojas e alugou um imóvel na cidade de Joinville, onde passou a residir com sua irmã. A investigação do crime ficou a cargo da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Joinville.
Busca pelo mandante
Ele foi condenado por homicídio com duas qualificadoras: mediante paga e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A decisão é passível de recurso, mas não foi concedido o direito de recorrer em liberdade. As autoridades policiais continuam trabalhando para identificar o possível mandante da execução do advogado.
Vítima estava com sua caminhonete estacionada em frente a sua casa – Foto: Polícia Militar/Divulgação/ND