Justiça manda soltar investigado pela Operação Mensageiro em Braço do Norte

Ex-supervisor de compras da prefeitura de Braço do Norte, Wando Ceolin, foi preso em 27 de abril, na 4ª fase da Operação Mensageiro

Foto de Felipe Kreusch, da NDTV

Felipe Kreusch, da NDTV Florianópolis

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A Justiça revogou a prisão de Wando Furlan Ceolin, ex-supervisor de compras da prefeitura de Braço do Norte, no Sul do Estado, preso pela Operação Mensageiro suspeito de corrupção, nesta quarta-feira (5). Segundo apuração da NDTV, a soltura acontece após seu processo ser enviado para a 1ª instância.

Investigado pela Operação Mensageiro em Braço do Norte é soltoBraço do Norte pagou cerca de R$ 17,8 milhões entre contratos e aditivos feitos com a Versa Engenharia, antiga Serrana, no período de 2014 a 2022 – Foto: Prefeitura de Braço do Norte/Divulgação/ND

Ceolin foi preso em 27 de abril, na 4ª fase da Operação Mensageiro, que investiga o pagamento de propina em troca de favorecimento em licitações de serviços públicos de Santa Catarina. Um dia após a prisão, ele foi exonerado do cargo.

Quando foi preso, o processo de Ceolin tramitava na 2ª instância. No entanto, pelo fato de Braço do Norte não ter nenhum prefeito preso e o ex-supervisor não ter foro privilegiado, seu caso passou a ser tratado na 1ª instância. Nesta quarta, o juiz Eduardo Bonassis Burg determinou sua soltura.

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Procurados, os advogados Wilson Knoner Campos e Marlon Bertol, responsáveis pela defesa de Ceolin, afirmaram que a liberdade de seu cliente era esperada “pois existem diversas nulidades e questões que precisam ser resolvidas”.

Conforme o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o município de Braço do Norte pagou cerca de R$ 17,8 milhões entre contratos e aditivos feitos com a Versa Engenharia, antiga Serrana, no período de 2014 a 2022.

Três prefeitos réus da Mensageiro estão fora da prisão

Três dos 16 prefeitos investigados pela Operação Mensageiro estão fora da prisão. Antônio Ceron, prefeito de Lages, e Felipe Voigt, prefeito de Schoroeder, estão em prisão domiciliar.

Joares Ponticelli, prefeito de Tubarão, foi solto na última quinta-feira (29). A soltura aconteceu mediante o uso de tornozeleira eletrônica por monitoramento durante 180 dias.

Ponticelle foi preso no dia 14 de fevereiro, na terceira fase da Operação Mensageiro. Em seu despacho, a desembargadora Cinthia Beatriz Da Silva Bittencourt Schaefer afirmou que o processo de Tubarão é um dos mais adiantados e que o prefeito cooperou, “sem qualquer atitude comissiva ou omissiva para atrapalhar o andamento dos autos”.