Justiça mantém prisões de integrantes da torcida organizada União Tricolor

Após audiência de instrução e julgamento, foram indeferidos os pedidos de revogação das prisões preventivas formulados pelas defesas de três integrantes

Redação ND Joinville

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Após audiência de instrução e julgamento nesta quarta-feira (13) dos 11 integrantes da torcida organizada União Tricolor, do Joinville Esporte Clube (JEC), as defesas de três dos denunciados pediram as revogações das prisões, mas os pleitos foram indeferidos pelo Juízo da 1ª Vara da Comarca de Joinville, Norte de Santa Catarina.

Justiça mantém prisões de integrantes da torcida organizada União TricolorA próxima etapa do processo será a manifestação dos advogados – Foto: Assessoria de imprensa TJ/Divulgação ND

Durante a audiência de instrução e julgamento foram ouvidas as vítimas, bem como as testemunhas de acusação e de defesa. Também aconteceram os interrogatórios dos réus. A partir de agora, as partes oferecerão as alegações finais por escrito. Após as alegações finais, o juízo da Comarca de Joinville decidirá se os acusados serão levados a júri popular.

Segundo o Promotor de Justiça, Ricardo Paladino, titular da 22ª Promotoria de Justiça de Joinville, “a audiência demonstrou cabalmente que os réus arquitetaram um ataque covarde contra torcedores de clubes do estado do Pará, por não aceitarem que manifestassem suas preferências por times de outras cidades. A brutalidade da ação dos criminosos fez com que uma gestante fosse internada e tivesse o parto acelerado, bem como que um trabalhador, que está com o corpo parcialmente paralisado e cego de um olho, ficasse incapaz de prover o sustento de sua família. O que se espera agora é que os autores dessa barbárie sejam severamente punidos e que fatos dessa natureza jamais se repitam”.

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A próxima etapa do processo será a manifestação dos advogados, no prazo de cinco dias, a respeito de novas provas juntadas pelo Ministério Público. Após, será aberto prazo para alegações finais. Os crimes foram cometidos em 20 de fevereiro deste ano, no Bairro Aventureiro, zona Leste da cidade.

Os acusados agrediram, espancaram e ameaçaram de morte torcedores das equipes do futebol paraense, Paysandu e Remo.

Um homem ficou gravemente ferido após ser agredido por uma barra de ferro, socos e pontapés. A vítima era torcedor de um time paraense, e estava no bar quando a confusão começou.

Wellington Gleidson do Nascimento Santos, de 28 anos, chegou a ficar em coma. Ele contou que ainda mantém a rotina com atendimentos médicos e fisioterápicos devido às sequelas. Ele ficou 26 dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ele recebeu alta hospitalar após mais de um mês de internação e tratamento.

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