‘Justiça por Cancellier’: políticos repercutem decisão do TCU que inocentou ex-reitor da UFSC

TCU avaliou como "improcedente" a representação contra o ex-reitor Carlos Cancellier e solicitou o arquivamento do processo durante uma sessão na última terça-feira

Redação ND Florianópolis

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Políticos usaram as redes sociais para repercutirem a decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) de inocentar o reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luiz Carlos Cancellier.

Luiz Carlos Cancellier, ex-reitor da UFSC – Foto: UFSC/Divulgação/NDLuiz Carlos Cancellier, ex-reitor da UFSC – Foto: UFSC/Divulgação/ND

O atual presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Décio Lima, levantou o questionamento de “como nós vamos reparar este grave dano contra este ilustre catarinenses?”

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O deputado estadual Ivan Naatz (PL) pediu respeito ao professor por apontar que “petistas estão soltando sorrisos pela decisão do TCU que não encontrou irregularidades nas contas da UFSC. Como quem diz ‘vocês mataram o cara com acusações falsas'”.

A vereadora de Florianópolis, Carla Ayres (PT), também usou suas redes sociais para tratar sobre o assunto e solicitou “justiça por Cau”.

O senador Fabiano Contarato (PT) compartilhou a coluna do jornalista Moacir Pereira, do ND+, sobre a decisão e levantou uma questão “essa gente vai pagar pelo que fez?”

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) também se manifestou pelas redes sociais e pediu “justiça por Cancellier”, após apontar que o TCU concluiu que o ex-reitor não cometeu irregularidades.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também comentou o arquivamento do processo, criticou a ação definindo como “mais um exemplo do mal que a turma lavajatista fez ao País”. Acrescentou ainda pedindo que “a justiça feita dê algum conforto para a família de Cancellier”.

O deputado federal Bohn Gass (PT) apontou que o ex-reitor foi “vítima da ganância”, além de culpar a postura de “parte da mídia”.

O ex-governador do Paraná, Roberto Requião, também se manifestou e pediu que “a lava jato não pode ficar impune”.

Relembre o caso

Luiz Carlos Cancellier foi preso em setembro de 2017 pela Polícia Federal em decorrência da Operação Ouvidos Moucos, que apurava suspeita de irregularidades nos repasses ao curso de EaD (Ensino à Distância).

Apesar da ausência de acusação formal, ele foi acorrentado na prisão, passou por revista íntima e foi afastado da UFSC. Três semanas depois, Cancellier cometeu suicídio.

Em um bilhete divulgado pelo seu irmão, o ex-reitor escreveu “minha morte foi decretada quando fui banido da universidade”.

TCU inocenta Cancellier

O TCU avaliou como “improcedente” a representação contra o ex-reitor e solicitou o arquivamento do processo durante uma sessão na última terça-feira (4).

O fato também foi compartilhado pelo ministra da Jusiça, Flávio Dino, no último sábado (8), no qual afirma que vai adotar “providências cabíveis” para apurar possíveis irregularidades de agentes federais na prisão do reitor em 2017.

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