Políticos usaram as redes sociais para repercutirem a decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) de inocentar o reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luiz Carlos Cancellier.
Luiz Carlos Cancellier, ex-reitor da UFSC – Foto: UFSC/Divulgação/NDO atual presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Décio Lima, levantou o questionamento de “como nós vamos reparar este grave dano contra este ilustre catarinenses?”
SeguirA mentira e ódio mataram nosso reitor Cancellier. Como nós vamos reparar este grave dano contra este ilustre catarinense? Esta é a política desprezível que infelizmente tomou conta do nosso país. É muito fácil condenar e aí estão os resultados. Segue a?
— Décio Lima (@deciolimapt) July 8, 2023
O deputado estadual Ivan Naatz (PL) pediu respeito ao professor por apontar que “petistas estão soltando sorrisos pela decisão do TCU que não encontrou irregularidades nas contas da UFSC. Como quem diz ‘vocês mataram o cara com acusações falsas'”.
Petistas estão soltando sorrisos pela decisão do TCU que não encontrou irregularidades nas contas da UFSC. Como quem diz “vcs mataram o cara com acusações falas”. Olha só o suicídio é uma coisa muito complexa respeitem o professor e deixem-no em paz.
— Deputado Ivan Naatz (@ivannaatz) July 9, 2023
A vereadora de Florianópolis, Carla Ayres (PT), também usou suas redes sociais para tratar sobre o assunto e solicitou “justiça por Cau”.
LUIZ CARLOS CANCELLIER SEMPRE FOI INOCENTE!
Justiça por Cau!!! pic.twitter.com/NdI6J0PXND
— Carla Ayres (@carlaayres) July 8, 2023
O senador Fabiano Contarato (PT) compartilhou a coluna do jornalista Moacir Pereira, do ND+, sobre a decisão e levantou uma questão “essa gente vai pagar pelo que fez?”
Preso ilegalmente e humilhado, desesperado e descrente na Justiça, o professor Cancellier viu tragicamente em seu suicídio o único fim da infâmia. O TCU sepultou de vez a tese dos inquisidores, mas a questão que fica é: essa gente vai pagar pelo que fez?https://t.co/dQquQWzOTU
— Fabiano Contarato (@ContaratoSenado) July 9, 2023
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) também se manifestou pelas redes sociais e pediu “justiça por Cancellier”, após apontar que o TCU concluiu que o ex-reitor não cometeu irregularidades.
O TCU concluiu que o reitor Luiz Carlos Cancellier, perseguido, preso e humilhado a ponto de tirar a própria vida, jamais cometeu qualquer irregularidade à frente da UFSC. O ministro Flávio Dino acerta ao investigar possíveis abusos e irregularidades. JUSTIÇA POR CANCELLIER!
— Jandira Feghali ??? (@jandira_feghali) July 9, 2023
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também comentou o arquivamento do processo, criticou a ação definindo como “mais um exemplo do mal que a turma lavajatista fez ao País”. Acrescentou ainda pedindo que “a justiça feita dê algum conforto para a família de Cancellier”.
Preso, acorrentado, algemado e humilhado por uma operação nos moldes da lava jato, o reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, foi inocentado pelo TCU. Não houve irregularidades na universidade, Cancellier sempre foi inocente. O reitor, que se suicidou, teve sua prisão decretada…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) July 8, 2023
O deputado federal Bohn Gass (PT) apontou que o ex-reitor foi “vítima da ganância”, além de culpar a postura de “parte da mídia”.
O reitor Cancellier foi vítima da ganância de Deltan, Moro et caterva, e da postura de grande parte da mídia, que comprou, sem crítica, as versões hipócritas desses dois, tratando como criminosos qualquer um que eles apontassem. https://t.co/Y6Z2E2QPik
— Bohn Gass (@BohnGass) July 9, 2023
O ex-governador do Paraná, Roberto Requião, também se manifestou e pediu que “a lava jato não pode ficar impune”.
TCU conclui não haver nenhuma irregularidade na Universidade Federal de Santa Catarina, então sob o comando do reitor Cancellier !
A lava jato não pode ficar impune— Roberto Requião (@requiaooficial) July 9, 2023
Relembre o caso
Luiz Carlos Cancellier foi preso em setembro de 2017 pela Polícia Federal em decorrência da Operação Ouvidos Moucos, que apurava suspeita de irregularidades nos repasses ao curso de EaD (Ensino à Distância).
Apesar da ausência de acusação formal, ele foi acorrentado na prisão, passou por revista íntima e foi afastado da UFSC. Três semanas depois, Cancellier cometeu suicídio.
Em um bilhete divulgado pelo seu irmão, o ex-reitor escreveu “minha morte foi decretada quando fui banido da universidade”.
TCU inocenta Cancellier
O TCU avaliou como “improcedente” a representação contra o ex-reitor e solicitou o arquivamento do processo durante uma sessão na última terça-feira (4).
O fato também foi compartilhado pelo ministra da Jusiça, Flávio Dino, no último sábado (8), no qual afirma que vai adotar “providências cabíveis” para apurar possíveis irregularidades de agentes federais na prisão do reitor em 2017.
Com base na decisão do TCU sobre as alegações contra o saudoso reitor Luiz Carlos Cancellier, da UFSC, na próxima semana irei adotar as providências cabíveis em face de possíveis abusos e irregularidades na conduta de agentes públicos federais.
— Flávio Dino ?? (@FlavioDino) July 8, 2023