Justiça dá prazo de 10 dias para Estado comprovar efetividade do Mapa de Risco

Decisão foi publicada na sexta (8); Justiça pede que o governo de Santa Catarina demonstre o cumprimento das obrigações firmadas sobre o combate da Covid-19

Redação ND Florianópolis

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A Justiça de Florianópolis determinou um prazo de 10 dias para que o governo de Santa Catarina demonstre a efetividade das medidas de combate à Covid-19 impostas de acordo com o Mapa de Risco.

A decisão é do juíz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, Jefferson Zanini, e foi publicada na sexta-feira (8). Ou seja, o prazo estabelecido termina na próxima segunda-feira (18).

Justiça pede que Estado comprove efetividade de Mapa de RiscoÚltima atualização indica 13 das 16 regiões em estado gravíssimo – Foto: Divulgação/Governo do Estado de Santa Catarina/ND

O juiz apontou, em sua fundamentação, o fato de que diversas regiões de saúde encontram-se no nível de risco gravíssimo há mais de 15 dias.

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No entanto, segundo o magistrado, isso contraria o acordo firmado pelo Estado com o Ministério Público.

Nele, o governo assumiu a obrigação de implementar as medidas recomendadas quando a região atingir risco gravíssimo e os municípios permanecerem inertes após 72h.

Ainda conforme o acordo, decorridas as 72h da notificação, o Estado deverá determinar o cumprimento das medidas. O ato deve ser mediante a edição do normativo correspondente e a implementação das medidas legais.

Assim, o magistrado determinou ao Estado que comprove adequadamente quais as restrições sanitárias foram recomendadas pelos órgãos técnicos da Secretaria de Estado da Saúde.

O governo deve juntar os documentos correspondentes, bem como demonstrar que realizou a notificação dos respectivos municípios para que cumpram as orientações.

Além disso, o Estado também deverá certificar que adotou as providências ajustadas para o caso de inércia dos demais entes públicos. Este ponto, inclusive, sob pena de incidência de multa.

Estado irá se manifestar apenas na Justiça

A reportagem do nd+ entrou em contato com a assessoria da SES (Secretaria de Estado de Saúde), que informou que irá se manifestar apenas perante a justiça.