Justiça prorroga prazo para conclusão de inquérito da Operação Alcatraz

Com mais 120 dias para apurar novos fatos, ação segue em segredo de justiça

Caroline Borges Florianópolis

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A 1ª Vara da Justiça Federal de Florianópolis prorrogou, nesta segunda-feira (10), o prazo a conclusão do inquérito da Operação Alcatraz para até 23 de novembro . Deflagrada em 2019, a ação apura o suposto repasse de dinheiro público a servidores durante processos de licitação dentro do governo de Santa Catarina.

A decisão é da juíza Janaina Cassol Machado, que atendeu  a uma solicitação feita em junho pela Polícia Federal – responsável pelas investigações. O Ministério Público Federal e as outras partes já foram notificadas da nova data. As informações são do Portal Juscatarina

Operação Alcatraz foi deflagrada em 2019 – Foto: Divulgação/NDOperação Alcatraz foi deflagrada em 2019 – Foto: Divulgação/ND

Em 27 de junho, a Polícia Federal apresentou um relatório apontando indícios criminosos em uma licitação para a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina). Segundo o órgão, neste mesmo texto foi solicitada a extensão do prazo para a conclusão das investigações.

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Procurada nesta terça-feira (11), a PF informou que o pedido tem “relação a outros fatos em apuração”. Com prazo de mais 120 dias, a investigação segue em segredo de justiça desde que foi deflagrada, em 30 de maio de 2019.

Naquela ocasião foram cumpridos 11 mandados de prisão (sendo sete preventivos e quatro temporários), e 41 mandados de busca e apreensão, em órgãos públicos, empresas e residências no Estado.

Inicialmente, no mês de junho de 2019, a PF encaminhou à Justiça Federal três relatórios policiais ligados ao caso. No mês de agosto, mais outro. No mês de outubro, outros dois. E, ainda, mais cinco em novembro.

Já em 2020 foram encaminhados outros quatro relatórios policiais: um no mês de janeiro, outros dois no mês de março e mais um em maio e outro em junho, totalizando 17 relatórios.

Em todos os relatórios, os indiciamentos foram realizados de acordo com as condutas praticadas por cada um dos investigados e indicam crimes de fraude à licitação e corrupção (ativa e passiva).

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Nesta manhã, a reportagem tentou contato com a TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) para entender o que motivou a prorrogação do prazo. O Ministério Público Federal também foi procurado. Até às 11h30, no entanto, não houve retorno.

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