Tânia Zapelline Ribeiro agora é ré por homicídio duplamente qualificado (por meio cruel e impossibilitar a defesa da vítima), em processo que investiga a morte do seu companheiro – o coronel da reserva da Polícia Militar Silvio Gomes Ribeiro. Isso porque a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público na última sexta-feira (7).
Coronel Silvio Gomes Ribeiro e Tânia Zapelline Ribeiro – Reprodução/Facebook/NDLeia também
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Segundo a denúncia do MP, o homicídio foi atestado pelo exame cadavérico, uma vez que o laudo apontou que Sílvio sofreu esgorjamento (corte das partes moles da região do pescoço), associado com traumatismo craniano.
A autoria, na avaliação do MP, ficou evidente pelas declarações dos policiais que participaram da investigação e das testemunhas, como também pelo próprio depoimento de Tânia – que confessou ter golpeado a cabeça do ex-coronel, assim como ter cortado o pescoço. A mulher alegou ter agido em legítima defesa.
SeguirNo pedido de habeas corpus, a defesa da mulher alegou que, desde o início, a mulher “tenta legitimar seu ato como meio de defesa”. Ao ND, o advogado Claudio Delladone Júnior disse que a “hipótese levantada pelo MP não irá se sustentar durante a instrução criminal”. “A ausência de motivo desnatura por completo o roteiro eleito pelo promotor de Justiça”, concluiu o advogado.