Justiça revoga afastamento de conselheiras tutelares acusadas de negligência em Palhoça

Com a revogação da liminar que determinava o afastamento, as conselheiras tutelares poderão voltar a exercer a função no órgão; processo corre em sigilo judicial

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Geovani Martins Florianópolis

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Dois dias após uma decisão judicial que afastou três conselheiras tutelares foram afastadas do cargo em Palhoça, na Grande Florianópolis, a Justiça cassou a liminar que determinava esse afastamento nesta quinta-feira (19) e elas já podem voltar a exercer suas funções no Conselho Tutelar do município. A razão na cassação não foi divulgada pois o processo tramita em sigilo.

Decisão judicial revogou o afastamento de três conselheiras tutelares acusadas de omissões e negligências em Palhoça, na Grande Florianópolis – Foto: DivulgaçãoDecisão judicial revogou o afastamento de três conselheiras tutelares acusadas de omissões e negligências em Palhoça, na Grande Florianópolis – Foto: Divulgação

Entenda o caso das conselheiras tutelares afastadas

As conselheiras tutelares foram alvo de uma ação civil pública ajuizada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por condutas relacionadas a omissões e desídias (comportamento inadequado negligente) no cumprimento dos deveres. Por isso, o afastamento delas foi solicitado.

Entre as omissões e negligências apontadas pelo MPSC, estão a não realização de visitação e averiguação in loco dos casos, a negativa em acompanhar casos atendidos e verificar as medidas já aplicadas, e a recusa de averiguar situações de risco quando solicitadas durante o sobreaviso ou pela rede de proteção, especialmente em casos envolvendo violência física e sexual.

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MPSC havia pedido afastamento das conselheiras tutelares por conduta incompatível com suas funções - Foto: Freepik/NDMPSC havia pedido afastamento das conselheiras tutelares por conduta incompatível com suas funções – Foto: Freepik/ND

A apuração do MPSC também apontou que as três conselheiras tutelares teriam se voltado contra uma outra servidora, que não aceitava as irregularidades. Por conta disso, teriam boicotado o trabalho da outra conselheira, conduta considerada abusiva e repetitiva.

Elas foram afastadas do cargo na terça-feira (17), após pedido do MPSC, mas a liminar que determinava esse afastado foi derrubada na quinta (19) e elas já podem voltar a exercer suas funções nesta sexta (20). O caso tramita em sigilo judicial e as investigações prosseguem.