Mais de 10 horas de julgamento até que o juíz Gustavo Aracheski lesse a sentença final de Leonardo Natan Chaves Martins, acusado de matar Gabriella Custódio Silva em julho de 2019.
Leonardo foi ouvido pelo Tribunal do Júri durante a manhã desta terça-feira (27)- Foto: Luana Amorim/NDEm pé, chorando, Leonardo ouviu que foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado. “O júri entendeu que o senhor tem a responsabilidade pela morte. Os jurados reconheceram o homicídio doloso qualificado por utilizar recurso que dificultou a defesa da vítima”, disse o magistrado.
No entanto, a qualificadora de feminicídio foi desconsiderada pelo corpo de jurados, tese adotada pela defesa durante todo o processo. Para os jurados, não houve intenção de matar no contexto de violência doméstica ou pelo fato de Gabriella ser mulher.
SeguirNo julgamento por fraude processual, Leonardo teve a pena incorporada e não houve condenação autônoma.
A pena será cumprida em regime fechado e os 14 meses que Leonardo já esteve preso aguardando o julgamento será abatido da pena.
Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 23 de julho, no Distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Após o disparo, Leonardo colocou o corpo da jovem no porta-malas do carro e a levou até o Hospital Bethesda. Gabriella já chegou morta na unidade.
Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado.
Em depoimento ele alegou que o disparo foi acidental e teria ocorrido enquanto mostrava a arma para a companheira. A perícia, porém, identificou que a pistola foi apontada na direção da vítima por conta do trajeto do projétil e da marca na parede. Gabriella estava na casa dos sogros quando foi atingida.