Leonardo mentiu o tempo todo, diz promotor em júri do caso Gabriella

Sessão que julga o assassinato de Gabriella Custódio foi retomada na tarde desta terça-feira (27) em Joinville; réu é acusado de matar companheira com tiro no peito

Luana Amorim Joinville

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O Tribunal do Júri retomou na tarde desta terça-feira (27) o julgamento de Leonardo Natan Chaves Martins, acusado de matar Gabriella Custódio Silva com um tiro no peito em julho de 2019.

O ND+ acompanha direto do Fórum todos os detalhes de um dos julgamentos mais polêmicos do ano.

Promotor Ricardo Paladino fala no Tribunal do Júri durante sessão que julga o caso Gabriella CustódioPromotor Ricardo Paladino fala no Tribunal do Júri durante sessão que julga o caso Gabriella Custódio – Foto: Luana Amorim/ND

O primeiro a falar foi o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por 1h30. O promotor Ricardo Paladino, em sua fala, enfatizou que “estava convencido que ele [Leonardo] deveria ser condenado de acordo com a denúncia apresentada”.

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Em seguida, ele apresentou o vídeo que mostra o momento em que Leonardo deixou Gabriella no hospital, minutos após o crime. Durante a apresentação, a mãe da vítima levou as mãos ao rosto e chorou por diversos momentos.

A promotoria, além dos vídeos, também apresentou áudios, laudos e imagens como provas do que teria ocorrido naquele dia e, com um boneco, mostrou o local exato onde o disparo acertou a vítima.

“O Leonardo mentiu o tempo inteiro”, disse Paladino no momento em que citou o desaparecimento dos celulares, tanto do réu quanto da vítima – os dois aparelhos nunca foram encontrados e, segundo depoimento, teriam sido destruídos pelo pai do réu.

Além do promotor, o assistente de acusação, contratado pela família, teve sete minutos para apresentar suas considerações. O tempo foi usado para enfatizar que houve o crime de feminicídio e que o disparo não foi acidental.

Agora, a defesa de Leonardo também terá 1h30 para apresentar seus argumentos. A previsão é de que o julgamento termine perto das 20h.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 23 de julho, no Distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Após o disparo, Leonardo colocou o corpo da jovem no porta-malas do carro e a levou até o Hospital Bethesda. Gabriella já chegou morta na unidade.

Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado.

Em depoimento ele alegou que o disparo foi acidental e teria ocorrido enquanto mostrava a arma para a companheira. A perícia, porém, identificou que a pistola foi apontada na direção da vítima por conta do trajeto do projétil e da marca na parede. Gabriella estava na casa dos sogros quando foi atingida.

Leonardo é julgado por homicídio qualificado por feminicídio e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

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