Luciano Hang tem contas bancárias desbloqueadas por decisão do ministro Alexandre de Moraes

Os perfis do empresário nas redes sociais seguem fora do ar

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Redação ND Itajaí

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Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), as contas bancárias de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, com sede em Brusque, no Vale do Itajaí, e outros sete empresários foram desbloqueadas.

Empresário teve contas bloqueadas no dia 25 de agosto – Foto: Arquivo/NDEmpresário teve contas bloqueadas no dia 25 de agosto – Foto: Arquivo/ND

O bloqueio afetava empresários investigados por troca de mensagens em que supostamente defendiam um golpe de Estado no país, caso o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) não se reeleja.

Mandados de busca e apreensão nos endereços dos envolvidos também foram cumpridos, após pedido da Polícia Federal. O caso aconteceu no fim de agosto.

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Nesta quinta-feira (15), o ministro determinou o desbloqueio das contas após considerar que a medida não era mais necessária.

Ele alegou que os empresários poderiam financiar “atos ilícitos e anti-democráticos” durante o feriado de 7 de setembro, e por isso realizou o bloqueio.

“A presença de fortes indícios de atuação para fornecer recursos para o alcance de objetivos escusos nos atos ocorridos durante o último feriado nacional de Independência do Brasil, em condutas que podem configurar, em tese, os crimes […], tornaram necessário, adequado e urgente o bloqueio das contas bancárias dos investigados, diante da possibilidade de utilização de recursos para o financiamento de atos ilícitos e antidemocráticos”, comentou.

Na quarta-feira (14), a defesa de Hang entrou com um pedido para liberação de contas, alegando que o caso não deveria ser de competência do STF, já que Luciano e os outros investigados não tem foro privilegiado.

O pedido, feito em petição ao Supremo, foi negado pelo ministro.

Após a decisão favorável a liberação das contas nesta quinta-feira, Hang se pronunciou através de nota oficial publicada no perfil da esposa, Andrea Hang, o qual o empresário tem usado desde a suspensão nas redes sociais.

“Fico feliz com a decisão sensata do ministro, já que não fizemos nada de errado. Como tenho dito, criaram uma obra de ficção e ele foi levado ao erro”, afirma o empresário.

Hang afirma que se considera um “perseguido político” e que aguarda a liberação, também, de seus perfis nas redes sociais.

Relembre o caso

Luciano Hang e outros sete empresários foram alvo e uma operação da Polícia Federal no dia 23 de agosto após supostamente terem compartilhado mensagens com teor golpista em grupos de WhatsApp.

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços dos empresários por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em cinco estados: Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

As mensagens foram divulgadas em uma matéria do jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, em 17 de agosto.

Os empresários são Luciano Hang (lojas Havan), José Isaac Peres (rede de shopping Multiplan), André Tissot (Grupo Serra), Ivan Wrobel (Construtora W3), José Koury (Barra World Shopping), Meyer Nirgri (Tecnisa), Marco Aurélio Raimundo (Mormaii) e Afrânio Barreira (Grupo Coco Bambu).

No mesmo dia do cumprimento dos mandados, Hang teve suas contas do Facebook, Instagram e TikTok retiradas do ar.

No dia 5 de setembro, Hang entrou com recurso junto ao STF. A defesa do empresário afirmou que as ações como o bloqueio de contas bancárias e perfis nas redes sociais, além de apreensão do celular de Luciano, fogem da competência do STF.

Com informações de R7.