O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) pediu que mãe e filho acusados de assassinar Edson Rosa da Silva, de 43 anos, marido e pai dos denunciados, respectivamente, sejam levados a júri popular.
Edson Rosa da Silva, de 43 anos, foi morto com 24 facadas em Criciúma – Foto: Internet/Reprodução/NDO crime ocorreu em novembro de 2022, em Criciúma, no Sul do Estado. Edson foi atingido com 24 golpes de faca na região do tórax e abdômen. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Os denunciados foram presos em flagrante logo após a execução, mas liberados em audiência de custódia. Na época, o filho alegou que havia agido em legítima defesa para proteger a mãe de uma possível agressão.
SeguirO caso continuou sendo investigado e revelou outra motivação e premeditação do assassinato, o que gerou novamente a prisão de mãe e filho, de 41 e 19 anos, em maio.
Segundo o MPSC, as prisões foram para garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a aplicação da lei penal. Além disso, houve indícios de que os dois teriam influenciado no depoimento de uma testemunha que presenciou o crime.
Denúncia contra mãe e filho
O promotor de Justiça Marcus Vinicius de Faria Ribeiro ofereceu a denúncia contra os acusados pelo crime de homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, meio cruel e traição.
A denúncia foi aceita pelo Poder Judiciário, de modo que mãe e filho são agora réus em ação penal. O processo, que tramita em segredo de justiça, está em fase de formulação da defesa para que ambos apresentem respostas à acusação.
Crime premeditado
A motivação do possível homicídio – apontado como premeditado – seria para que ambos se beneficiassem financeiramente, por meio de uma cobertura securitária de financiamento bancário realizado para compra de um imóvel, bem como para que a mulher pudesse usufruir de pensão por morte. A vítima já estava adotando medidas para o divórcio, o que resultaria na divisão do patrimônio do casal.
Para atraí-lo, a ré teria se aproveitado da relação de confiança e pedido para o companheiro ir à casa dela, com o pretexto de lhe entregar alguns documentos, fato que caracterizaria a qualificadora de traição.
O laudo no local do crime e a investigação apontaram que, antes da chegada da Polícia Militar, o imóvel estava sendo limpo, o corpo da vítima havia sido removido do local e seu celular estava em um pote submerso em água.
Foi também verificado que ocorreu intenso caminhar no entorno – sem o acionamento da polícia -, demonstrando que os denunciados teriam buscado, ainda, prejudicar a coleta de provas.