O caso do médico Gustavo Deboni, que foi indiciado pela morte de oito pacientes no hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, no Litoral Norte, teve novos desdobramentos.
Gustavo Deboni havia voltado a atuar no hospital Marieta – Foto: Bruno Golembiewski/Arquivo NDSegundo informações mais recentes, Gustavo havia voltado a atuar no hospital Marieta. Contudo, ele foi desligado do quadro de funcionários da instituição.
De acordo com informações do advogado de Gustavo, a saída do profissional teria ocorrido devido a mudanças na gestão administrativa do hospital. O advogado também confirmou que Gustavo estaria apto à exercer a medicina.
SeguirA assessoria do hospital Marieta informou, em nota oficial, que a instituição “está passando por reformulações em seu seu quadro administrativo, com reestruturação de algumas áreas, sempre buscando otimizar e aprimorar o atendimento à comunidade”.
À reportagem, também foi informado que a assessoria não iria divulgar nomes.
No início do mês, o hospital ganhou uma nova diretora-geral. Após oito anos do comando da irmã Mercia Lemes, a irmã Simone Santana assumiu o cargo. A mudança foi anuncia no dia 6 de agosto.
A troca de gestão ocorre em meio a outras polêmicas, como denúncias de esperas longas por cirurgias e investigação de mortes maternas.
Relembre o caso
O médico Gustavo Deboni foi indiciado pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí, por abreviar a vida de oito pacientes internados na UTI do hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. O caso aconteceu em maio de 2021.
Na época, a Justiça impediu Gustavo Deboni de dar aulas, atuar na gestão de hospitais e exercer a medicina.
A defesa do médico levou o caso ao Conselho Federal de Medicina (CFM), que, de acordo com a advogada Louise Mattar Assad, “reconheceu a ilegalidade e falta de veracidade das acusações e restituiu ao médico Gustavo o direito de exercer a medicina”.
A informação de que ele seria suspeito de homicídio veio à tona em 28 de agosto de 2020, após o CRM-SC proibir Deboni de exercer a profissão por seis meses.
Ele teria usado um medicamento chamado “pancurônio”, que relaxa a musculatura respiratória de pessoas com pouca oxigenação.
A denúncia foi feita pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí, onde Gustavo era professor no curso de Medicina.