O médico Antonio Teobaldo Magalhães Andrade, de 64 anos, condenado pelo estupro de paciente em Joinville, no Norte catarinense, foi solto da penitenciária joinvilense após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) no mês de agosto.
Médico foi preso em outubro de 2021 – Foto: Internet/Divulgação NDSegundo a defesa do médico, o STJ decidiu que ele poderia aguardar em liberdade até o julgamento do seu caso, que corre agora na terceira e última instância da Justiça. A condenação dada anteriormente não foi considerada “trânsito em julgado”, ou seja, não era definitiva já que ainda caberia recurso da defesa.
A decisão do STJ também aplicou restrição ao médico. Antonio Teobaldo está proibido de exercer a medicina enquanto não houver nova definição do caso. Ainda de acordo com o advogado do réu, o novo julgamento deve ocorrer entre o fim deste ano e o início de 2023.
SeguirRelembre o caso
Médico Antonio Teobaldo Magalhães Andrade foi preso e condenado a mais de 12 anos de prisão por estuprar uma paciente no posto de saúde do bairro Iririú, zona Leste da cidade. A sentença foi, na verdade, de 12 anos e cinco meses e 10 dias de prisão em regime fechado. Ele foi preso em outubro de 2021.
“Ele tirou a minha máscara e fez tudo que quis comigo e eu infelizmente congelei”, lembra a vítima. Ela conta que estava com crises de ansiedade e depressivas e era a primeira vez que procurava atendimento na unidade de saúde do bairro Iririú.
Quando entrou no consultório, a vítima estranhou a disposição das cadeiras, mas não imaginava o que aconteceria depois que o médico trancou a porta.
“Eu não vi maldade porque eu nunca imaginei que isso aconteceria. Ele sentou e tinha uma cadeira ao lado dele. Sentei na frente, normalmente e ele começou a me perguntar tudo até que ele levantou e disse, exatamente isso, com essas palavras: o que você está precisando é de alguém que cuide de você e eu vou cuidar de você”, recorda.
“Eu infelizmente congelei. Eu gritava por dentro, ouvia meu grito, mas não conseguia falar. Ele parou a hora que quis, recolocou a minha máscara e sentou como se nada tivesse acontecido”, fala.
O médico a ameaçou. Ex-militar, ele usou ainda do poder de médico para amedrontá-la.
“Ele pegou a minha ficha, todos os meus dados e disse que eu estava nas mãos dele e disse: daqui não sai”, conta.
Além dela, outras pacientes denunciaram o médico. Ele também responde por um estupro de vulnerável na Bahia, estado do Nordeste brasileiro. A vítima de lá tinha 14 anos.