Um médico, de 47 anos, que foi preso preventivamente em Florianópolis por suspeitas de abuso e importunação sexual de mulheres seguirá na cadeia. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (9), após a audiência de custódia do suspeito. O homem está na Penitenciária de Florianópolis, na Agronômica, onde aguardará pelo julgamento.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ícaro Malveira, a prisão foi feita para prevenir que novos crimes fossem cometidos e para evitar a fuga do acusado.
Médico suspeito de abusar mulheres seguirá preso em Florianópolis – Foto: Unsplash/Divulgação/NDEntenda os crimes
Em dezembro o médico já foi preso por apalpar os seios e as partes íntimas de uma jovem de apenas 19 anos. O caso aconteceu no Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis.
SeguirA paciente buscou atendimento por conta de dor no estômago, mas estranhou que o médico pediu para tirar a roupa e a tocou em partes que não eram relacionadas ao problema relatado por ela. Após o ato, ela comunicou a situação e a polícia foi acionada.
Na época do crime, ele chegou a ser preso por alguns dias, mas depois foi solto e ficou por 10 dias com tornozeleira eletrônica. Existem ainda outros dois crimes contra o médico.
Com a formação inicial como técnico de radiologia, em 2021, o médico é suspeito de cometer outro abuso. Malveira afirma que, segundo as investigações, o médico tentou beijar à força uma funcionária que fazia a limpeza da sala de tomografia.
“A funcionária relatou que outras duas tinham passado pela mesma circunstância, mas não queriam registrar ocorrência”, conta.
O caso foi classificado como de importunação sexual.
Mais abusos
O terceiro caso, ocorrido em março do ano passado, é de uma paciente que buscou o hospital para uma receita de remédios para depressão. O médico com quem a mulher costumava se consultar não estava presente, e ela foi enviada para o atendimento do suposto abusador.
“Ele sugeriu um exame ginecológico e a paciente acabou cedendo, mesmo achando estranho. Ficou claro que havia lascívia”, diz o advogado.
Tanto este caso, como o da jovem de 19 anos, foram classificados pela Polícia Civil como violação sexual mediante fraude.
Em nota, o CRM-SC (Conselho Regional de Medicina) explicou que tomou conhecimento do assunto e trabalha junto à autoridade policial. A entidade instaurou sindicância para analisar o caso. Por força de lei, a autarquia informou que não pode se manifestar sobre casos em andamento.