Um dos responsáveis pela morte de Fabrício Scolari, de 23 anos, em março de 2020, vai ao banco dos réus na próxima terça-feira (29), em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O homem é acusado de ser integrante de uma facção criminosa e ter confundido o estudante com um rival e acabou sequestrando e matando Fabrício erroneamente.
A sessão do Tribunal do Júri deve começar às 9h. O juiz Juliano Rafael Bogo, da 2ª Vara Criminal da comarca de Itajaí presidirá a sessão. O réu responde pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, pelo emprego de meio cruel e pela utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, organização criminosa, porte e posse de arma de fogo.
Fabrício foi confundido e assassinado em março de 2020 em Itajaí – Foto: Arquivo Pessoal/ReproduçãoAlém disso, o homem será julgado também pela participação de um adolescente, na época de 17 anos, no crime, além da organização criminosa e manter conexão com outras organizações criminosas independentes.
SeguirAinda em março de 2020, a Polícia Civil de Itajaí prendeu o homem de 18 anos e apreendeu o adolescente, de 17 anos, como suspeitos de agredir e matar o universitário. O crime ocorreu dia 7 de março na Praia Brava, em Itajaí.
O crime
Fabrício saiu com colegas para ir ao evento Moto Carrero, em Penha. Já na madrugada de sábado, ele saiu da festa, passou em casa, pegou o carro e foi com amigos para a avenida beira-mar da Praia Brava.
Neste momento, dois homens se aproximaram e puxaram conversa. Os desconhecidos sequestraram a vítima e a levaram para o bairro Santa Regina, onde Fabrício foi morto.
Corpo do jovem foi encontrado em um arrozal – Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoO carro dele foi abandonado no Bairro Tabuleiro, em Camboriú. As roupas usadas no crime pelos autores foram queimadas e jogadas no rio.
Sobre o crime, o delegado Rafael Lorecentti detalhou que Fabrício foi morto com uma garrafada. O golpe foi dado no pescoço da vítima. O corpo foi encontrado dentro de um arrozal, no bairro Santa Regina, na zona rural de Itajaí.