Mensageiro: investigada, Serrana recupera na Justiça contrato de serviço em Papanduva

MPSC apura atuação da empresa em contratos com diversas prefeituras do Estado com indícios de corrupção para favorecimento em licitações públicas

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

A Serrana, empresa de saneamento investigada na Operação Mensageiro, recuperou o contrato de serviço no município de Papanduva, Norte do Estado, após ter suas atividades suspensas pela prefeitura.

Empresa Serrana vai voltar a atuar em Papanduva, no norte do Estado  – Foto: Serrana/Divulgação/NDEmpresa Serrana vai voltar a atuar em Papanduva, no norte do Estado  – Foto: Serrana/Divulgação/ND

A administração municipal fez a contratação emergencial, sem licitação, de uma nova empresa para a coleta de resíduos, pois trata-se de serviço essencial.

A defesa da Serrana entrou com um mandado de segurança solicitando o retorno das atividades. Nele, a empresa alegou que, a despeito da investigação do Ministério Público e as prisões preventivas de prefeitos catarinenses, “não existe medida cautelar que impeça o grupo de prosseguir na execução de contratos públicos municipais ou participar de licitações”.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Em 7 de março, o juiz Tiago Loureiro Andrade, da Vara Única da comarca de Papanduva, havia negado a liminar alegando que “a suspensão decorreu da deflagração da Operação Mensageiro, considerando o sigilo do processo, não se sabe ao certo quais seriam as irregularidades que atingiriam cada contrato, mas é possível presumir que são graves”, definiu.

Ao recorrer ao TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), a empresa conseguiu, no último dia 29, uma liminar com autorização para continuar sua atuação no município de Papanduva, onde deve voltar a operar na próxima semana. Procurada pela reportagem do Grupo ND, a prefeitura do município não se manifestou.

Relembre o caso

A Operação Mensageiro, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), do MPSC, investiga contratos com indícios de corrupção entre prefeituras de Santa Catarina e a empresa Serrana, responsável pela coleta de lixo e saneamento em municípios.

As suspeitas da investigação são de que tenha havido superfaturamento de serviços e pagamento de propina a agentes públicos em troca de facilitação em licitações.

Tópicos relacionados