Mesmo imóvel foi vendido para mais de um cliente por suposto falso engenheiro em SC

Delegado que conduz investigação em São Bento do Sul deu detalhes do caso

Foto de Lincoln Pradal

Lincoln Pradal Joinville

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O suposto falso engenheiro investigado pela Polícia Civil em São Bento do Sul, no Planalto Norte de Santa Catarina, teria vendido o mesmo imóvel para mais de um cliente. A empresa foi alvo de um mandado de busca e apreensão na última quinta-feira (15).

Investigação iniciou há aproximadamente dois meses – Foto: Polícia Civil/Reprodução/NDInvestigação iniciou há aproximadamente dois meses – Foto: Polícia Civil/Reprodução/ND

Segundo o delegado Lucas Davanso Mendonça, a investigação iniciou há aproximadamente dois meses. “As vítimas que adquiriram o mesmo imóvel realizaram uma denúncia no Ministério Público, que então solicitou a instauração de Inquérito Policial”, explica Mendonça.

O delegado conta que, para o primeiro comprador, o apartamento foi vendido por R$ 389 mil, com pagamento em prestação de serviços. Depois, o mesmo imóvel foi vendido para outra pessoa, no valor de R$ 500 mil. O segundo comprador teria feito uma transferência bancária de R$ 200 mil, como forma de entrada. “Tudo isso sem a ausência delas [vítimas]”, diz Mendonça.

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Ao menos três empreendimentos foram lançados por suposto falso engenheiro

Durante as investigações, a Polícia Civil constatou que o construtor, apesar de se apresentar como engenheiro civil, assina contratos e projetos com número de CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) de outros profissionais, já que o suspeito não teria formação na área.

Ao menos três empreendimentos teriam sido lançados pela empresa investigada, mas apenas um – com todas as unidades vendidas – foi iniciado e está em estágio avançado de construção. Outro empreendimento teve 80 % das unidades vendidas, mas a construção ainda não havia sido iniciada.

“Levantamos os valores das unidades do prédio que já se encontra em fase avançada de construção, com todas as unidades já vendidas. Apartamentos e salas comerciais de valores entre R$ 226.400,00 e R$ 650.000,00”, afirma o delegado.

Os nomes da empresa e dos suspeitos investigados não foram divulgados pela Polícia Civil, por vedação legal.