Ministério Público de SC investiga ataques a nordestinos em promotoria especializada

A 40ª Promotoria de Justiça da Capital passa a ter abrangência estadual especializada nesse enfrentamento.

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Redação ND Florianópolis

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O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) criou uma promotoria para investigar crimes de racismo, de ódio e intolerância. De acordo com o MP, o caso de ataques a nordestinos após o primeiro turno das eleições para presidente, por exemplo, já está sendo analisado por ela.

A 40ª Promotoria de Justiça da Capital passa a ter abrangência estadual especializada nesse enfrentamento. – Foto: Reprodução/Juscatarina/NDA 40ª Promotoria de Justiça da Capital passa a ter abrangência estadual especializada nesse enfrentamento. – Foto: Reprodução/Juscatarina/ND

De acordo com o MP, para viabilizar a criação da Promotoria de Justiça especializada, a Procuradoria-Geral de Justiça teve que redistribuir atribuições entre Promotorias de Justiça da Capital. Isso porque não se trata da criação de um novo órgão, mas sim de uma reestruturação para “aprimorar o combate a um tipo de crime que ganhou especial amplitude nos últimos anos”, explicou o site do MP.

Com a reestruturação, a 40ª Promotoria de Justiça da Capital deixou de ter atribuição na área do direito militar, que passará a ser exercida pela 42ª Promotoria de Justiça, que está em fase de instalação.

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A proposta foi aprovada pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça em sessão ordinária de quarta-feira (5).

Relembre casos em SC:

Duas catarinenses foram acusadas de xenofobia contra nordestinos na internet após publicarem mensagens de ódio pelo resultado do primeiro turno das Eleições 2022, em que o candidato à presidência Luís Inácio Lula da Silva (PT) registrou ampla votação na região Nordeste.

Uma arquiteta da Florianópolis pede para “cancelar o nordeste” após o resultado do primeiro turno. Ela também declara que a região é um “peso morto”. Em seguida, diz que é preciso fazer o projeto para “separar essa corja”.

A imagem, com um ‘X’ vermelho sobre a região Nordeste no mapa do Brasil, foi postada em um story (tipo de publicação no Instagram que fica disponível por 24h no perfil).

Pouco tempo após a publicação, diversos perfis postaram prints se manifestando de forma contrária à atitude e classificando o ato como xenofobia (crime de preconceito contra algum país ou região, bem como os moradores).

Contadora divulga vídeo nas redes sociais

Outro caso que repercutiu na internet foi o de uma empresária do segmento da contabilidade que vive em Itapema, no Litoral Norte do Estado.

Em sua rede social ela manifesta, por meio de um vídeo, a sua “indignação com o país” e pede aos empresários catarinenses que fechem as portas para trabalhadores da Bahia que venham a Santa Catarina em busca de trabalho.

“O que mais tem é carteira de trabalho que a gente assina desses desgraçados desses nordestinos que passam fome lá e que vêm para cá vender rede na praia, pedir emprego e dormir na frente dos nossos estabelecimentos”, diz o vídeo, repostado no perfil @brasilfedecovid.

O ND+ buscou a autora dos vídeos, mas a mesma excluiu o seu perfil no Instagram.

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