A modernização do sistema de Área Azul de Blumenau continua dando o que falar. O processo licitatório está novamente suspenso. A decisão, dessa vez, foi do juiz Orlando Luiz Zanon Junior, da 1ª Vara da Fazenda Pública. O motivo é um questionamento da empresa que apresentou menor proposta financeira e foi desclassificada da licitação.
Notificação da Área Azul em Blumenau só pode ser paga em dinheiro em três pontos da cidade – Foto: Reprodução/Internet/NDO juiz atendeu o pedido da empresa Zona Azul Brasil, que questiona a eliminação da concorrência do serviço prestado atualmente pela Secretaria de Trânsito e Transportes, que pretende contratar uma empresa especializada na área.
O problema está na comprovação técnica sobre a capacidade de implantação das vagas para atendimento automático. A Zona Azul Brasil entende que atendeu todos os requisitos do edital, mesmo oferecendo um valor menor do que a dada como vencedora, a empresa Consórcio Bluparking.
SeguirO valor mensal oferecido pela Zona Azul Brasil foi de R$ 443 mil e pelo Consórcio Bluparking chegou a R$ 484 mil mensais.
Em novembro do ano passado, o ND+ noticiou a eliminação da empresa que ofereceu o menor valor no processo licitatório. A decisão judicial pode reverter o quadro novamente.
Não é a primeira vez que a tentativa da prefeitura de Blumenau de modernizar a Área Azul é frustrada. O Tribunal de Contas do Estado também suspendeu a licitação no primeiro semestre do ano passado.
O juiz Orlando Luiz Zanon Junior deu um prazo de 10 dias para que a prefeitura de Blumenau apresente as informações solicitadas. Logo após, o caso vai ser enviado ao Ministério Público.
Conversei com o secretário de trânsito e transportes, Alexandro Fernandes, que me disse que a Procuradoria do Município vai “analisar a decisão e se manifestar apresentando as informações necessárias”.
Enquanto isso, a população de Blumenau e os visitantes continuam convivendo com um sistema de estacionamento rotativo ultrapassado e nada prático em um município com quase 400 mil habitantes.
Área Azul em Blumenau ainda é no papelzinho – Foto: Reprodução/Internet/ND