Moraes dá prazo para ministro da Justiça e governador do DF se manifestarem sobre vandalismo

Ministro do STF cobrou informações sobre medidas tomadas pelas forças de segurança em relação aos fatos ocorridos na capital federal na última segunda (12)

Foto de Augusto Fernandes, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da Record TV

Augusto Fernandes, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da Record TV Brasília

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) deu um prazo de 48 horas para que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres e o governador do DF (Distrito Federal), Ibaneis Rocha (MDB), se manifestem sobre atos de vandalismo registrados na área central de Brasília na noite de segunda-feira (12).

Moraes cobrou dos dois informações sobre as medidas tomadas pelas forças de segurança em relação aos fatos ocorridos na capital federal.

Ônibus queimado em Brasília após atos de vandalismo na última segunda (12) – Foto: Record TV/ ReproduçãoÔnibus queimado em Brasília após atos de vandalismo na última segunda (12) – Foto: Record TV/ Reprodução

Durante os protestos, manifestantes tentaram invadir a sede da Polícia Federal e incendiaram ao menos sete veículos e quatro ônibus. Ninguém foi preso.

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Os vândalos ainda quebraram as janelas de diversos carros com pedras. Um grupo continuou perto da sede da Polícia Federal, mesmo com a chegada da Polícia Militar do DF, que reagiu com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Os atos de segunda (12) aconteceram em protesto à prisão do indígena José Acácio Tserere Xavante. Nos últimos meses, Tserere tem questionado o resultado das eleições deste ano e incentivado a prática de atos de violência contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e autoridades do Judiciário.

Mandado de peisão

O mandado de prisão do indígena foi expedido por Moraes a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), comandada por Augusto Aras. A prisão tem o prazo inicial de dez dias e é baseada na suposta prática de condutas ilícitas em atos antidemocráticos. A decisão se fundamentou na necessidade de garantia da ordem pública. Há, segundo o STF, indícios da prática dos crimes de ameaça, perseguição e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito.

De acordo com a Polícia Federal, Xavante teria realizado manifestações antidemocráticas em diversos locais de Brasília. Ao pedir sua prisão temporária, a PGR declarou que o indígena vem se utilizando de sua posição de liderança para arregimentar indígenas e não indígenas para que cometam crimes.

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