Um motorista de aplicativo que estuprou uma passageira adolescente em Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi condenado a 15 anos de prisão. O crime ocorreu em outubro de 2022 e a decisão foi divulgada nesta quinta-feira (6).
Justiça condenou motorista por estupro, sequestro e cárcere privado – Foto: Freepik/ReproduçãoSegundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a mãe da adolescente chamou um veículo por aplicativo para que a filha, menor de 14 anos, fosse levada para a casa. Durante o trajeto, porém, o motorista abusou sexualmente da menina, não a deixou no endereço correto e a levou para a casa dele, onde ocorreu o estupro.
De acordo com a denúncia, durante o trajeto até a casa da adolescente, o homem perguntou à vítima se ela “queria sair com ele”. A menina respondeu que não, mas o réu começou a passar a mão em suas partes íntimas.
SeguirAo chegar próximo ao destino da corrida, no bairro Jarivatuba, o homem encerrou a viagem no aplicativo e continuou dirigindo, passando do local onde deveria deixar a adolescente e levando-a até a casa dele, no bairro Aventureiro.
O condenado usou a força física para impedir que a adolescente deixasse o local, mesmo com ela implorando para que ele parasse com o ato. A menina foi levada a um quarto, onde foi estuprada pelo motorista.
Após o crime, a vítima foi levada pelo criminoso até próximo a uma igreja no bairro Iririú, onde foi amparada pelas pessoas que estavam no local e pela Polícia Militar, que já buscava pela adolescente após a mãe estranhar que a filha não havia chegado ao endereço combinado no aplicativo.
“É evidente que os abusos sexuais resultaram em danos de ordem moral que afetam a integridade da personalidade da vítima. A gravidade do fato é severa e assim é o dano a ser presumido em face dos atos libidinosos praticados pelo réu”, afirma o Juízo da Vara Criminal na sentença;
O suspeito foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável qualificado – mediante dissimulação – sequestro e cárcere privado. A pena total fixada pela 1ª Vara Criminal de Joinville é de 15 anos, nove meses e 23 dias de reclusão, em regime fechado. O réu permanecerá preso cautelarmente e não poderá recorrer em liberdade