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MP investiga possível omissão de fiscais dos reservatórios da Casan na Grande Florianópolis

MPSC abriu um inquérito para apurar possível ato de improbidade administrativa por parte de fiscais da Casan na relação com a empresa que construiu 3 reservatórios; um deles ruiu em setembro de 2023

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O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) abriu um inquérito civil para apurar um possível caso de improbidade administrativa dentro da Casan (Companhia Catarinense de Água e Saneamento).

Casan e os fiscais dos reservatóriosReservatório da Casan rompeu em setembro de 2023; outros dois, construídos pela mesma empresa, são alvos de constate monitoramento; MPSC ainda investiga uma possível omissão dos servidores da Casan – Foto: Daniela Ceccon/NDTV

O procedimento foi aberto após indícios de ação ou omissão por parte de servidores da companhia, no dever de fiscalizar a execução da obra e do  seguro funcionamento dos reservatórios construídos pela empresa Gomes & Gomes.

Trata-se da mesma empresa que construiu o reservatório do Monte Cristo, que rompeu em setembro de 2023, após dois anos de funcionamento, além dos reservatórios de água Irineu Comelli e de Forquilhinhas, ambos em São José.

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O tema é acompanhado pelo promotor Rafael Moraes de Lima, da 7ª Promotoria de Justiça da Capital. O inquérito civil, aberto no último dia 13 de maio, corre em segredo de Justiça.

O que diz a Casan

A Coluna Bom Dia entrou em contato com a Casan que, até o momento, informou que não foi notificada oficialmente.

A companhia, no entanto, revela que está “à disposição do Ministério Público Estadual, para fins de sanar quaisquer dúvidas ou prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários”.

Contratação e atuação polêmicas

A empresa responsável pela construção dos reservatórios ganhou notoriedade em setembro de 2023, quando a estrutura instalada na Comunidade do Sape, no bairro Monte Cristo, região continental de Florianópolis, ruiu.

A estrutura “durou” dois anos e, depois do rompimento, aqueceu um debate sobre as demais edificações construídas pela empresa.

Uma comissão mista formada na Alesc apresentou, ainda em março, um relatório que revelava falhas na execução do projeto e falta de fiscalização por parte da Casan após o rompimento do reservatório.