MPF aponta qual seria a motivação para o assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips

Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva confessaram o crime, enquanto Oseney da Costa de Oliveira teve a participação comprovada por depoimentos de testemunhas

Redação ND Florianópolis

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O MPF (Ministério Público Federal) denunciou três pessoas por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver pelo assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. Além disso, apontou o que teria motivado o crime.

Jornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo – Foto: Reprodução/Internet/NDJornalista inglês Dom Phillips e o indigenista Bruno Araújo – Foto: Reprodução/Internet/ND

De acordo com o portal R7, Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva confessaram o crime, enquanto Oseney da Costa de Oliveira teve a participação comprovada por depoimentos de testemunhas, aponta o MPF.

A denúncia traz ainda prints de conversas que demonstram a cronologia do crime. Além disso, também foram apresentados laudos periciais com a análise dos corpos e dos objetos encontrados pelos investigadores.

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Conforme fontes ouvidas pelo R7, o MPF pediu que eles fossem processados e levados a júri popular. O quarto suspeito preso durante as investigações, Rubens Villar, também conhecido como “Colômbia”, ainda não teve sua participação comprovada.

No entanto, ele segue preso pelo uso de documentos falsos e associação criminosa em um esquema de pesca ilegal na região.

Ainda conforme o documento enviado à Justiça, o MPF afirma que já havia registro de desentendimento entre Bruno e Amarildo por conta da pesca ilegal em território indígena.

Assim como aponta que a motivação dos assassinatos seria o fato de Bruno gaver pedido a Dom que fotografasse o barco dos acusados, o que é classificado pelo MPF de motivo fútil e pode agravar a pena.

Relembre o caso

Bruno e Dom desapareceram no Vale do Javari, no Amazonas, no dia 5 de junho, quando visitavam a região com o objetivo de realizar entrevistas para a produção de um livro e de reportagens sobre invasões em terras indígenas.

Segundo um dos suspeitos, a motivação do assassinato teria sido justamente a atuação deles na denúncia de acesso e exploração ilegal da reserva. A PF informou que não haveria mandantes do crime, fala que foi rechaçada pela Unijava à época.

*Com informações do portal R7

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