O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) prorrogou o prazo para a conclusão da investigação sobre a morte de um adolescente de 15 anos, morto a tiros pela Polícia Militar no dia 7 de fevereiro deste ano, na cidade de Ibirama.
Homem é alvejado por tiros em frente ao IFC de Ibirama – Foto: Redes sociais/Reprodução NDImagens de uma das câmeras usadas pelos policiais mostram que a vítima já estava rendida quando foi alvejada. A Polícia Civil está apurando o caso e, segundo o MPSC, houve um pedido para que o prazo para finalizar a investigação fosse ampliado, sendo o mesmo deferido. O tempo previsto para a conclusão não foi informado.
As informações passadas pela Polícia Militar sobre o caso conflita com o depoimento da mãe do adolescente, que pede justiça pela morte do filho.
SeguirAdolescente foi morto a tiros em frente ao IFC
Na época dos fatos, a Polícia Militar informou que a corporação foi acionada para atender uma ocorrência na qual o adolescente, em posse de uma faca, estaria ameaçando a própria mãe, que teria fugido de casa.
A corporação ainda disse que o adolescente teria ameaçado colegas de escola por mensagem e que tentou entrar no IFC (Instituto Federal Catarinense), momento em que teriam dado ordem de parada. De acordo com a Polícia Militar, ele não obedeceu e avançou “em direção aos policiais militares”, que revidaram com tiros.
Os Bombeiros Voluntários foram acionados para socorrer a vítima, que chegou a ser encaminhada ao hospital da cidade. O adolescente não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.
Adolescente foi alvejado por tiros em frente ao IFC de Ibirama – Foto: Redes sociais/Reprodução NDMãe pede justiça pelo filho
Em entrevista para a NDTV, Jucemara Adriano, mãe do adolescente, explicou que o filho tinha problemas em relação à própria saúde mental.
A mulher relatou que ele havia sido diagnosticado com depressão, mas que ainda não havia começado a tomar medicamentos, pois estava na fase inicial do tratamento.
A mãe do adolescente alegou ainda que pediu para sua vizinha acionar a Polícia Militar depois que o filho desapareceu de casa, pois estava preocupada que ele pudesse fazer algo contra si mesmo.
A Polícia Militar chegou na casa de Jucemara e conversou com ela para entender o que estava acontecendo. Ela disse que em nenhum momento foi ameaçada por ele, como alegado pela corporação, e que explicou aos policiais sobre a saúde mental do filho.
Rafael saiu de casa por volta das 17h30 e sua última mensagem foi enviada para a mãe às 19h51.
Polícia Militar se manifestou sobre o caso por meio de uma nota
Na época do ocorrido, a corporação esclareceu ter instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar os devidos fatos.
“Conforme previsto em lei, o devido processo segue de forma sigilosa, para que não atrapalhe as investigações até a data de sua finalização no prazo de 30 dias podendo ser prorrogáveis de acordo com a necessidade.”