‘Não vai trazer meu filho de volta’: homem é condenado a 7 anos de prisão por homicídio em SC

Mãe e padrasto da vítima acompanharam julgamento; homem foi encontrado morto no rio Camboriú em 2019

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Redação ND Itajaí

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O Tribunal do Júri acolheu a tese do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e condenou um homem a sete anos de reclusão por homicídio e ocultação de cadáver nesta quinta-feira (6). O crime aconteceu em Camboriú, no Litoral Norte do Estado, em 2019.

Condenado a sete anos de prisão, homem matou e ocultou cadáver de vítimaRéu foi condenado a sete anos de reclusão – Foto: MPSC/Reprodução/ND

A vítima foi morta às margens do rio Camboriú, no bairro Municípios, no dia 6 de janeiro de 2019. Para se livrar do corpo, o réu lançou o corpo no rio.

A suposta causa do crime – cobrança de dívida – não foi comprovada, e por conta disso o Ministério Público pediu o afastamento da qualificadora de motivo fútil.

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Com isso, a condenação foi por homicídio simples e ocultação de cadáver. Pela morte, o réu foi condenado a seis anos de reclusão e, por ocultação de cadáver, foi condenado a um ano de reclusão.

Segundo a 8ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú, era por volta de 14h do dia 6 de janeiro de 2019 quando a vítima encontrava-se às margens do rio Camboriú. O réu soube do paradeiro do homem e foi ao local cobrar uma suposta dívida.

A desavença entre os dois acabou na morte da vítima com golpes de facão, que atingiram principalmente a cabeça da vítima.

Na sequência, o homem condenado jogou o corpo no rio com a intenção de se livrar do cadáver. A Polícia Militar foi acionada por uma testemunha. Foram feitas buscas e o corpo só foi encontrado seis horas após o crime.

“Foram quatro anos de lágrimas e hoje teve o desfecho. Ele foi condenado. Isso não vai trazer meu filho de volta, mas pelo menos ele foi julgado e eu me sinto vitoriosa por causa disso”, declarou a mãe da vítima, que acompanhou o julgamento ao lado do padrasto do rapaz.

O réu respondeu todo o processo em liberdade. Ele cumprirá pena em regime semiaberto e o Juízo concedeu a ele o direito de recorrer da sentença em liberdade.

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