Uma manifestação que pedia por justiça pela morte de Paulo Ricardo Patrício foi feita nesta segunda-feira (16), na rua onde o diretor de bateria da escola de samba Embaixada Copa Lord foi morto após sofrer um acidente de trânsito.
Família, amigos e motoboys se reúnem para pedir justiça em manifestação após morte de Paulo Ricardo, diretor da escola de samba Embaixada Copa Lord – Foto: Divulgação/NDTVA família de Paulo Ricardo, seus amigos e colegas de profissão, se reuniram na rua Admar Gonzaga, em frente à Epagri, em Florianópolis, no bairro Itacorubi. A manifestação toma posse no dia em que o diretor da escola de samba completaria 32 anos.
“Infelizmente ele foi fazer sua última entrega, e não pôde estar com a gente hoje, comemorando seu aniversário”, relata Taise Blanco, familiar da vítima.
SeguirA manifestação foi pacífica. No local, pelo menos 100 pessoas participaram do protesto.
Manifestação por justiça pela morte de Paulo Ricardo – Vídeo: Taise Blanco/Divulgação/ND
Com cartazes pedindo por justiça, há um mês os conhecidos de Paulo esperam por um desfecho da Justiça catarinense, acerca dos eventos que levaram o motoboy à morte.
Relembre o caso
O diretor de bateria da Embaixada Copa Lord, Paulo Ricardo Patrício, morreu ao ser atingido por um carro, que cortou sua frente, enquanto dirigia uma moto na SC-404, na rodovia Admar Gonzaga, em frente à Epagri, em Florianópolis, no bairro Itacorubi, no dia 15 de julho.
O vídeo do momento da colisão foi recuperado por meio de uma câmera de monitoramento, próxima ao local do acidente:
Imagens mostram momento da colisão – Vídeo: Reprodução/ND
Segundo a PMRv (Polícia Militar Rodoviária), naquela noite, o motorista do VW/Gol se recusou a soprar o bafômetro, mas não tinha sinais de embriaguez. No entanto, testemunhas ouvidas pelo repórter Osvaldo Sagaz, da NDTV, informaram que o motorista parecia estar embriagado.
O processo judicial
O motorista foi levado à 5ª Delegacia de Polícia, no bairro Trindade, e autuado em flagrante por homicídio culposo por tentar fugir do local sem prestar socorro. Tavares pagou fiança de R$ 3,3 mil e deixou o Presídio da Capital, onde ficou detido por um dia. Agora, ele responde pelo crime de trânsito em liberdade.
“A indignação é grande, a revolta é grande por isso, por não estar sendo feito o que é correto”, diz Taise, em relação ao processo que está em trâmite. Ainda completa, “a gente só pede por justiça”.