Na tarde desta quarta-feira (2), o desembargador João Henrique Blasi tomou posse como presidente do TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) para o biênio 2022-2024. Ele promete tornar o judiciário mais humano, ampliar programas sociais, como o Lar Legal, de regularização fundiária, e disse que a prioridade será cumprir a atividade finalística do Judiciário: fazer justiça. “Pretender e querer dar a cada um o que é seu”, enfatizou Blasi.
Também foi empossada a nova cúpula diretiva do TJSC nesta terça – Foto: Diorgenes Pandini / Especial para o NDTambém foi empossada a nova diretoria do TJ-SC, composta por Altamiro de Oliveira, primeiro vice-presidente, Getúlio Corrêa, segundo vice-presidente, Gerson Cheren II, terceiro vice-presidente, Denise Volpato, corregedora geral judicial, e Rubens Schulz, corregedor-geral extrajudicial.
Questionado, em coletiva de imprensa antes da posse, sobre a problemática da violência contra mulheres em Santa Catarina, Blasi disse que o tribunal vai julgar, punir e condenar severamente quem comete qualquer crime.
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Blasi disse que pandemia não desacelerou o TJ – Foto: Diorgenes Pandini/Especial para o ND“Uma atuação forte, uma resposta enérgica na condenação, para que não haja a sensação de impunidade”, disse o presidente empossado, que promete ainda fortalecer a Cevid (Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar), programa do TJ coordenado pela desembargadora Salete Silva Sommariva.
Blasi também se referiu ao antecessor, desembargador Ricardo Roesler. Na visão dele, mesmo na pandemia, o TJ-SC conseguiu índices superlativos de produtividade.
Toda a nova diretoria do TJSC foi empossada na tarde desta quarta-feira (2) – Foto: Diorgenes Pandini/Especial para o ND“É importante enaltecer a atuação do desembargador Ricardo Roesler e do corpo diretivo dele. Conseguiram adversar um mar extremamente turbulento, sobretudo em razão dessa pandemia inimaginável que praticamente consumiu os dois anos de mandato”, lembrou Blasi.
Gestão Roesler: inovação, empatia e alteridade
Em seu discurso na passagem do bastão, Roesler fez alusão aos desafios impostos pela pandemia na sua gestão e usou três palavras para resumir sua administração: inovação, empatia e alteridade.
Roesler, que deixou o comando do TJSC, teve desafios, como comandar os Tribunais Especiais nos processos de impeachment de Moisés- Foto: Alesc/Divulgação/ND“Surgiu, no meio do caminho, a instabilidade política, econômica e social. Mas veio também a atitude, a coragem, o enfrentamento, a força, a união, a resiliência e a superação na busca de soluções equilibradas e, novamente, nasceram as mudanças, o poder de adaptação, o comprometimento, a dedicação, a competência e o orgulho de pertencer ao poder judiciário”, declarou Roesler no início da solenidade da posse do seu sucessor, Blasi.
Novos desembargadores e concurso para juízes
O TJSC completou 130 anos em 2021. Possui, atualmente, 111 comarcas, com capilaridade nos 295 municípios de Santa Catarina e uma força de trabalho com 10.490 colaboradores, dentre os quais 91 desembargadores. O quadro completo é de 94 desembargadores e, segundo Blasi, essas três vagas serão preenchidas imediatamente.
Além disso, o TJ possui 444 juízes. Blasi informou que haverá um concurso para recompor o quadro de magistrados de primeiro grau até a primeira metade de 2022.
O orçamento do TJ para o exercício financeiro de 2022 é de R$ 2,8 bilhões. “Um dos maiores orçamentos do Estado, mas um orçamento justo para as medidas e necessidades do Judiciário. Justiça é uma atividade estatal indelegável, como saúde, educação e segurança”, disse o novo presidente.
Blasi conhece bem o Legislativo, onde foi deputado por quatro mandatos, e o Executivo, onde foi secretário em dois governos, agora, assume o comando do Judiciário – Foto: Diorgenes Pandini/Especial para o NDSegundo ele, não se pode perder de vista que a tecnologia está auxiliando, cada vez mais, a atuação do Judiciário. O número de processos durante a pandemia praticamente se manteve o mesmo, segundo Blasi, graças à tecnologia.
“Em meio a tantos reflexos negativos da pandemia, este é um aspecto positivo. Conseguimos avançar muito em tecnologia porque a circunstância nos obrigou. Tanto é que implementamos as videoconferências permitindo que o judiciário pudesse continuar atuando com produtividade mesmo durante a pandemia”, enfatizou o presidente.