Número de medidas protetivas concedidas em Joinville aumenta 67% em 2021

De janeiro a julho de 2021, Justiça concedeu 475 medidas protetivas às mulheres vítimas de violência doméstica na maior cidade de Santa Catarina

Foto de Drika Evarini

Drika Evarini Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

O número de casos de violência doméstica continua aumentando em Joinville, no Norte de Santa Catarina. O número de processos referentes à violência doméstica tramitando na cidade em julho deste ano chegava a 1,5 mil.

Número de medidas protetivas concedidas em Joinville aumenta 67% em relação a 2020 – Foto: Divulgação/NDNúmero de medidas protetivas concedidas em Joinville aumenta 67% em relação a 2020 – Foto: Divulgação/ND

Além disso, neste ano, o número de medidas protetivas concedidas às mulheres vítimas de violência saltou 67% em relação ao mesmo período de 2020. De acordo com os dados do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), entre janeiro e julho deste ano, foram concedidas 475 medidas protetivas que, podem variar de acordo com o processo. A medida pode contemplar o afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima e, ainda, fixação de limite mínimo de distância entre agressor e vítima.

Em 2020, no mesmo período, a Justiça havia expedido 284 medidas protetivas às mulheres joinvilenses. O número deste ano chama atenção, ainda, se comparado ao total do ano passado. Em todo o ano, foram 577 ações, o número de 2021 já representa 82% dos 12 meses de 2020.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Medidas protetivas em Joinville
Infogram

Para a delegada Claudia Cristiane Gonçalves de Lima, o salto no número se dá devido a uma soma de fatores, como a facilidade que as mulheres têm, neste ano, de ir até a delegacia.

“No ano passado tivemos uma diminuição geral de índices em decorrência da pandemia, que fez com que as mulheres deixassem de ir até a delegacia denunciar. Neste ano temos os transportes e elas estão indo mais à delegacia. Elas estão mais informadas, já chegam falando da medida protetiva, com mais ciência dos direitos que elas têm, elas são orientadas e a medida é encaminhada para o Judiciário”, fala.

A delegacia virtual, salienta a delegada, é uma aliada no combate à violência doméstica, mas ela reforça, ainda, que em casos de lesão corporal é fundamental que a vítima procure a Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso).

“É necessário comparecer para pegar a guia de perícia e ir imediatamente fazer o exame de corpo de delito. Através dele, podemos constatar a lesão e provar, elas desaparecem rápido. Por isso, quando mais rápido, melhor. É importante comparecer e registar o boletim de ocorrência. Às vezes a mulher está em risco grande, pode ser vítima de feminicídio e para evitar esse tipo de situação a rapidez é fundamental”, ressalta.

A delegada destaca a importância de ficar atenta aos sinais de violência. “O que entendemos trabalhando nessa área é que se trata de um ciclo de violência, que começa com violências menos graves e que vai aumentando gradativamente. No primeiro sinal, tem que tomar as providências para que aquilo seja solucionado e não se transforme em situações mais graves”, finaliza.

Tópicos relacionados