O impasse em torno das ligações de água e energia elétrica em Florianópolis

Câmara de Vereadores, Ministério Público, Celesc e Casan discutiram o assunto nesta quinta-feira (1)

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A solução do impasse em torno da proibição de ligações de água e energia elétrica em áreas irregulares – estima-se o problema afete atualmente 35 mil famílias em Florianópolis – passa pelo avanço no processo de regularização fundiária de áreas urbanas.

Participantes da audiência pública apontaram a necessidade de avanço na regularização fundiária em Fllorianópolis – Foto: Divulgação/CMF/NDParticipantes da audiência pública apontaram a necessidade de avanço na regularização fundiária em Fllorianópolis – Foto: Divulgação/CMF/ND

Legado da histórica ocupação desordenada na Capital, a questão foi discutida em audiência pública virtual realizada ontem pela Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Pública da Cãmara de Florianópolis, com a participação da prefeitura, Celesc, Casan e Ministério Público estadual.

Os representantes das concessionárias de água e energia enfatizaram que há um impedimento legal para fornecimento dos serviços aos imóveis que estão irregulares. “Cada ligação feita em unidade sem alvará ou habite-se rende R$ 30 mil de multa”, disse Ricardo Miranda, da Celesc. Mesma proibição recai sobre a Casan, reforçou o engenheiro Renato Borba Rolim.

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A vedação foi determinada pela Justiça, em decisão de 2019 que atendeu ao pedido feito pelo MPSC em ação civil pública.

“Nós, Ministério Público, defendemos os serviços essenciais e os direitos fundamentais, como o acesso à energia elétrica e à água, bem como a aplicação das leis ambientais e urbanísticas. A solução para fornecer os serviços públicos essenciais em áreas informais é a Reurb, promovendo a regularização fundiáriar”, disse o promotor de Justiça Paulo Locatelli.