Ex-companheiro foi condenado por ameaça e descumprimento da medida protetiva – Foto: Freepik/Divulgação/NDUm homem foi condenado a 16 anos de reclusão após violar a medida protetiva de urgência de sua ex-companheira por pelo menos nove vezes, em Navegantes. A vítima sofreu ameaça de morte, além de uma série de episódios de violência psicológica e perseguição.
Ele chegou a fazer ligações incessantes para a vítima, ameaças por áudio e vídeo e invasão de domicílio. Em um dos episódios, com um estilete, chegou obrigá-la a simular um reatamento, sob ameaças contra sua vida e a de seus filhos.
Em outra ocasião, o homem de 45 anos esperou a vítima em frente à casa da filha dela e deu socos no carro em que estavam, sendo contido apenas pela intervenção de familiares.
SeguirA denúncia foi apresentada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) em fevereiro de 2025, narrando os episódios ocorridos entre outubro e novembro de 2024. Já a decisão judicial saiu neste mês.
Vítima teve que fingir que reatou relacionamento
A promotora de justiça Micaela Cristina Villain, responsável pelo caso, relatou que a vítima “se viu obrigada a fingir que havia retomado o relacionamento como estratégia de sobrevivência, tamanha era a intimidação imposta pelo agressor”.
“Ele não aceitava o fim do relacionamento e transformou a vida da vítima em um ciclo constante de medo e insegurança. Mesmo ciente das restrições judiciais, ignorou todas as determinações e, reiteradamente, a ameaçava de morte”, destacou.
Homem foi condenado e segue preso em Itajaí
Homem condenado está preso desde novembro de 2024 – Foto: Canva/NDA Vara Criminal da Comarca de Navegantes acolheu integralmente a denúncia do MPSC e condenou o réu a 16 anos de reclusão em regime inicial fechado, pelos crimes de descumprimento de medida protetiva e ameaça qualificada pela condição de gênero.
O júri também fixou uma indenização de R$ 5 mil por danos morais. “Esse resultado é uma resposta firme do sistema de Justiça às mulheres que sofrem violência e, por medo, muitas vezes não conseguem romper esse ciclo. A denúncia é também um instrumento de proteção e dignidade”, concluiu a promotora.
O acusado foi preso em flagrante em novembro de 2024, quando violou, mais uma vez, medida protetiva ao se aproximar da ex-companheira. O homem permanece preso no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí.