Operação Mensageiro: Caio Tokarski cita ‘comida não balanceada’ e pede frutas na prisão

Ex-vice-prefeito está preso pela Operação Mensageiro desde 14 de fevereiro e teve o pedido de liberdade negado na sexta-feira (21)

Foto de Felipe Kreusch e Gabriela Ferrarez

Felipe Kreusch e Gabriela Ferrarez Florianópolis

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O ex-vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski, preso pela Operação Mensageiro, pediu à 1ª Vara da Comarca para receber frutas no Presídio de Criciúma, onde está detido. A defesa do político alegou problemas médicos e comida não balanceada na prisão.

Operação Mensageiro: Caio Tokarski cita 'comida não balanceada' e pede frutas na prisãoVice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski, é réu na Operação Mensageiro – Foto: Facebook/ Reprodução/ND

No pedido, enviado à juíza Gabriella Gomes, de Jaguaruna, o advogado Sebastião Neto anexou uma avaliação médica e pediu que o ex-vice-prefeito tivesse acesso a “exames laboratoriais, água mineral, e comida externa, tais como frutas”.

A Operação Mensageiro apura o pagamento de propinas a agentes públicos em troca de favorecimento na prestação de serviços públicos. O ex-vice-prefeito está preso desde 14 de fevereiro e teve o pedido de soltura negado pela 1ª Vara da Comarca de Tubarão na última sexta-feira (21).

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Médico atestou que Caio Tokarski sofre de diverticulite e ansiedade

No atestado obtido pela NDTV, o médico atestou que o ex-vice-prefeito está com sintomas diverticulite crônica, causadas pela “alimentação não balanceada e água não mineral”.

Além disso, o profissional alegou que o réu mantém o quadro de ansiedade mesmo com o tratamento medicamentoso, e tem sofrido com mudanças de humor e saudades do filho.

O médico solicitou exames, e pediu que o ex-vice-prefeito tivesse acesso a alimentação externa, como comida congeladas e frutas cítricas. O profissional recomendou ainda que Tokarski realizasse “trabalho manual não burocrático para ajudar o tratamento psiquiátrico”.

Tokarski traz riscos à investigação da Mensageiro, alega juíza

A juíza Gabriella Daimond recusou o pedido de soltura apresentado pela defesa do ex-vice-prefeito Caio Tokarski na última sexta-feira.

Na decisão a juíza negou a solicitação de liberdade Tokarski, com base na possibilidade de o réu no processo trazer riscos às investigações e até a intimidação de testemunhas.

“Logo, a liberdade do réu, neste momento, poderia colocar em risco as investigações e a própria ação penal à medida em que, mesmo segregado, tem demonstrado alto grau de infiltração nos segmentos públicos e privados. Em suma, indispensável a decretação da prisão preventiva a fim de que o conduzido não impeça a produção de provas e o regular andamento da instrução criminal. Como se vê, neste caso, há riscos concretos de intimidação de testemunhas”, aponta a juíza.

O despacho ainda diz que as informações trazidas aos autos, envolvendo uma série de processos da Operação Mensageiro, resultam em uma das maiores investigações catarinense.