Operação Mensageiro: MPSC pede que prefeitos soltos voltem à prisão

Órgão de fiscalização entrou com recurso em todos os casos da Operação Mensageiro em que réus foram colocados em liberdade

Redação ND Florianópolis

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O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) entrou com recurso na Justiça para pedir que os prefeitos envolvidos na Operação Mensageiro que foram colocados em liberdade retornem à prisão. Dos 16 políticos presos nas quatro fases da investigação, cinco foram soltos.

Cinco prefeitos investigados na Operação Mensageiro estão soltos – Foto: Gaeco/Reprodução/NDCinco prefeitos investigados na Operação Mensageiro estão soltos – Foto: Gaeco/Reprodução/ND

O órgão de fiscalização alega que os investigados podem atrapalhar as investigações e diz que o pedido é para garantir a ordem pública e a boa instrução criminal.

Investigados na Operação Mensageiro pode voltar à prisão

Além dos prefeitos, o MPSC também requer que voltem à prisão os ex-secretários municipais e demais réus que foram soltos durante o curso dos processos.

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“Requer o Ministério Público do Estado de Santa Catarina que seja restabelecida imediatamente a prisão preventiva, suspendendo-se, até o julgamento desta insurgência, a revogação da segregação”, destaca o MP em trecho do recurso.

Os cinco prefeitos que foram soltos são:

  • Luiz Henrique Saliba (PP), de Papanduva;
  • Antônio Ceron (PSD), de Lages (único que reassumiu o cargo);
  • Vicente Corrêa Costa (PL), de Capivari de Baixo;
  • Joares Ponticelli, de Tubarão;
  • Felipe Voigt, de Schroeder (que está em prisão domiciliar).

Para os casos que estão na segunda instância, a 2ª Vice-Presidência da Justiça é responsável por aceitar ou não os recursos para então o julgamento seguir para o STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Já nos casos que foram submetidos à 1ª instância, o recurso segue para análise do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), mas a 5ª Câmara Criminal não pode fazer os julgamentos. Uma outra Câmara Criminal deve fazer esta análise.