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Operação Presságio: Cidade do Samba teria sido palco de corrupção da Secretaria de Turismo

Estrutura nominada "Cidade do Samba" aparece como cenário de um dos supostos esquemas de corrupção revelados pela Operação Presságio

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A Operação Presságio, que chegou à sua segunda fase na última quarta-feira (29), em Florianópolis, indica que a “Cidade do Samba”, estrutura localizada aos fundos do CentroSul, serviu como palco do suposto esquema de corrupção investigado.

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    Cidade do Samba, ao lado do Centro Sul; construção serviu de pano de fundo para corromper o sistema, segundo a investigação - Germano Rorato/ND
    Cidade do Samba, ao lado do Centro Sul; construção serviu de pano de fundo para corromper o sistema, segundo a investigação - Germano Rorato/ND
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    Cidade do Samba localizado em Florianópolis - Cidade do samba - Germano Rorato 20-05-2024-6635
    Cidade do Samba localizado em Florianópolis - Cidade do samba - Germano Rorato 20-05-2024-6635
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    Local foi usado para praticar corrupção ativa e passiva, segundo a investigação - Cidade do samba - Germano Rorato 20-05-2024-6639
    Local foi usado para praticar corrupção ativa e passiva, segundo a investigação - Cidade do samba - Germano Rorato 20-05-2024-6639

Uma das comprovações do inquérito para a prática de corrupção ativa e passiva foi exemplificada em, pelo menos, duas aquisições da secretaria então comandada por Ed Pereira, orquestradas por René Raul Justino, então diretor de Projetos da Fundação Franklin Cascaes.

A primeira é referente a um evento de corrida denominado Mountain Do, realizado entre os dias 2 e 4 de junho, no Norte da Ilha.

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Na ocasião, a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Turismo, empenhou R$ 130 mil no evento a uma empresa previamente estabelecida denominada Corre Brasil.

Outra aquisição feita de maneira prévia pelo grupo foi constatada na Cidade do Samba, estrutura erguida ao lado do CentroSul e que abriga alegorias da Escolas de Samba de Florianópolis.

Ed, por meio de Renê, direcionou uma licitação para que uma empresa de lonas de Palhoça vencesse o certame licitatório, em um contrato assinado ao custo de R$ 980 mil, válido por um ano e prorrogável por mais cinco.

O inquérito ainda revela que, desde o início, a intenção era englobar o vínculo total do contrato ao custo total de R$ 5,7 milhões para os cofres públicos.

Pagamentos realizados a empresa que construiu a estrutura da “Cidade do Samba” – Foto: Portal da Transparência/Prefeitura de Florianópolis/Divulgação/NDPagamentos realizados a empresa que construiu a estrutura da “Cidade do Samba” – Foto: Portal da Transparência/Prefeitura de Florianópolis/Divulgação/ND

A Coluna Bom Dia apurou que, até o momento, foram pagos R$ 408.333,34. A última parcela, prevista para o último dia 16 de maio, não foi efetuada, segundo o Portal da Transparência.

Operação Presságio

2021 foi o ano em que iniciou a investigação de um crime ambiental de poluição que estaria ocorrendo por meio da empresa Amazon Fort em um terreno, adjacente à passarela Nego Quirido, em Florianópolis.

17 meses foi o tempo que vigorou o contrato entre Amazon e Prefeitura de Florianópolis, sendo que R$ 29 milhões foi o total pago à empresa.

Confira a cobertura completa da Operação Presságio.