O Tribunal de Justiça condenou um homem acusado de abusar da enteada, no Planalto Norte de Santa Catarina. O réu foi condenado a 20 anos de prisão por conta dos abusos que ocorreram por quatro anos contra a criança.
Homem abusava da vítima quando a mãe não estava por perto – Foto: ReproduçãoSegundo a denúncia do Ministério Público, o réu morava com a mãe da vítima e, desde então, sem que a companheira desconfiasse, praticava os abusos com toques e passadas de mãos nas partes íntimas da menina, por cima das roupas.
Os abusos aconteciam quando a mãe da vítima não estava perto. O fato só veio à tona, após a menina criar coragem e contar para uma amiga o que estava acontecendo.
SeguirO Promotor de Justiça Rodrigo Kurth Quadro explicou que, mesmo não havendo conjunção carnal, com os atos de passar e tocar com as mãos as partes íntimas da menor, ele cometeu crime de estupro de vulnerável.
Fique atento aos sinais
Se uma criança ou adolescente está sofrendo algum tipo de abuso sexual, pais e familiares precisam estar atentos para os sinais dados pelas vítimas. De acordo com o Promotor de Justiça, “embora não haja uma fórmula certa para constatar se uma criança está sendo ou foi abusada sexualmente, a experiência nos traz alguns sinais capazes de acender uma luz amarela. A queda do rendimento escolar, distúrbios na sexualidade (precocidade), infelicidade generalizada, distúrbio do sono, isolamento, automutilação, entre outras alterações de personalidade”.
Ele ressalta ainda que a presença de um ou mais destes sintomas não significa necessariamente que exista violência sexual. São apenas sinais de alerta que podem ser melhor abordados e apurados pelos pais ou responsáveis.
“Grande parte dos casos de estupro de crianças e adolescentes ocorre dentro do próprio ambiente família. O que aumenta a responsabilidade da família na atenção diária do comportamento de suas crianças e adolescentes, como também dos adultos que lá frequentam”, alerta.
E para evitar que casos de estupro de vulnerável possam ocorrer, o promotor orienta que aos responsáveis mantenham conversa franca com filhos, netos, sobrinhos. “O contato frequente com professores, pedagogos e direção da escola também é importante, até porque muitas crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual buscam na escola um refúgio para contar suas angústias e seus segredos àquele professor ou professora mais próximos”, explica.