Padrasto é condenado por estuprar a enteada durante 11 anos em Joinville

Os abusos iniciaram quando a vítima tinha 9 anos

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Redação ND Joinville

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Um homem foi condenado a 31 anos de prisão e pagamento de multa por estuprar a enteada durante 11 anos, em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Os abusos tiveram início em 2009, quando a vítima tinha 9 anos.

Estupros ocorreram dos 9 aos 20 anos da vítima – Foto: Elza Fiuza/Agência BrasilEstupros ocorreram dos 9 aos 20 anos da vítima – Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Segundo o MPSC (Ministério Público), o padrasto da criança se aproveitava dos momentos em que ficava sozinho com ela para realizar os estupros. Os crimes aconteciam no interior de uma obra que o acusado trabalhava e em duas residências. A construção e uma das casas ficavam no município de Almirante Tamandaré, no Paraná. Já a outra, em Joinville.

Os anos passavam e a violência sexual do padrasto não parava. Segundo a ação penal pública, entre 2015 e 2019, quando ela tinha entre 15 e 19 anos, o réu constrangeu e ameaçou a enteada para praticar sexo com ele.

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A denúncia relata que os estupros continuaram até os 20 anos da vítima. Segundo foi apurado na instrução criminal, a vítima não falava sobre os estupros para outras pessoas, pois tinha medo do agressor, que era violento e batia constantemente em sua mãe.

O responsável pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, o Promotor de Justiça Germano Krause de Freitas, explica que “diante do medo imposto pelo denunciado à vítima em decorrência do seu comportamento agressivo, os abusos sexuais se perpetraram por mais de 11 anos, ou seja, dos nove aos 20 anos de idade”.

A sentença foi emitida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Joinville, no dia 26 de setembro. Ele foi condenado a 31 anos, um mês e 10 dias de reclusão, em regime fechado, pela prática dos crimes de estupro de vulnerável e estupro. Ele também foi sentenciado a realizar o pagamento de R$ 10 mil reais em favor da vítima como forma de reparar os danos causados.  O caso corre em segredo de justiça e o réu está preso cautelarmente.

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