“Renato Pai do AME Jonatas”, foi com esse nome que Renato Openkoski concorreu a uma vaga de deputado estadual em 2022. Candidato por Santa Catarina, ele recebeu 183 votos nas eleições. Apenas 19 dias após o primeiro turno, Renato e a esposa foram condenados por apropriação indébita e crimes contra o patrimônio.
Pai preso por usar dinheiro da campanha Ame Jonatas foi candidato a deputado estadual por SC – Foto: Internet/Reprodução/NDO caso AME Jonatas ficou reconhecido nacionalmente após os pais, Renato e Aline Openkoski, serem acusados de desviar o dinheiro da campanha, arrecadado para arcar com o tratamento do filho que era portador de AME (Artrofia Muscular Espinhal).
Em meio ao caso que comoveu o Brasil, Renato lançou a candidatura para deputado estadual por Santa Catarina. Em Joinville, onde morava, ele conseguiu apenas 61 votos. Renato não chegou a se eleger e acabou apenas como suplente.
SeguirSegundo dados disponíveis no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Renato recebeu R$ 24.487,49 em recursos para a eleição. Esse total veio do fundo especial de financiamento de campanha, um recurso público destinado às candidaturas, previsto nos artigos 16-C e 16-D da Lei nº 9.504/1997.
Do montante, as despesas fecharam em R$ 14.369. Somente R$ 3 mil foram utilizados para impulsionamento de conteúdos em mídias sociais.
Renato Openkoski arrecadou apenas 183 votos – Foto: Reprodução/NDCaso Ame Jonatas
O menino Jonatas Openkoski morreu em janeiro de 2022, poucos meses antes da candidatura do pai. A criança foi vítima de uma parada cardíaca aos 5 anos.
Pouco menos de dois anos após perder as eleições, Renato foi preso nesta quarta-feira (22), junto com a esposa, por estelionato e apropriação. Renato foi condenado a 38, dois meses anos e 10 dias de reclusão, além de multa. Já Aline foi condenada a 22 anos, sete meses e 10 dias de reclusão e pagamento de multa.
Ao ND Mais, o advogado Emanuel Stopassola, que representa o casal, disse que “será defendido o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e todos os meios de provas e recursos inerentes”.