O homem acusado de tentar matar a própria filha com poucos meses de vida, em 12 março de 2020, em Joinville, foi condenado pela tentativa de homicídio triplamente qualificado a 26 anos e 8 meses de prisão em regime fechado.
Julgamento no Fórum de Joinville teve início às 9 horas e terminou depois das 18 horas. – Foto: Fórum de Joinville/DivulgaçãoA sessão de júri foi presidida pela juíza Regina Aparecida Soares Ferreira, em Joinville. Teve início às 9 horas e terminou depois das 18 horas.
O conselho de sentença da Comarca decidiu, por maioria dos votos, que há materialidade do crime; que o acusado foi o autor das lesões; o réu, em agindo assim, deu início a execução do crime de homicídio; o crime foi praticado por motivo torpe e meio cruel e foi praticado com recurso que tornou impossível a defesa da vítima.
SeguirDe acordo com a denúncia do MP (Ministério Público), à ocasião do crime, o homem tinha intenção nítida de matar, já que agrediu a bebê causando traumatismo craniano e graves lesões cerebrais. As informações são apontadas no laudo pericial.
Além disso, a vítima só teria sido encaminhada ao hospital para receber atendimento médico no dia seguinte.
Motivo torpe
O MP argumenta que o motivo do crime foi torpe, pois estava relacionado a rejeição e desprezo pela criança desde o seu nascimento.
Isso porque o pai já vinha agredindo a criança há vários dias, tendo causada nela, inclusive, fraturas nas costas. Ele também teria tentado evitar que a mãe buscasse socorro para a bebê. Segundo o MP, os atos aconteciam quando a mulher não estava presente no quarto do casal.
O promotor de Justiça Marcelo Sebastião Netto de Campos ressalta que o réu tinha histórico de agressões e abusos também contra a mãe da vítima.
“O réu, por ciúmes, chegou a cortar os longos cabelos da esposa grávida de 8 meses. Depois do nascimento da filha a rejeição era tamanha que chegou a quebrar as costelas da bebê muito antes das agressões que causaram o trauma craniano, pois os exames demonstraram que as fraturas eram antigas”.
A denúncia dá conta de que a criança permanece com diversas sequelas. O homem está no Presídio Regional de Joinville.