Pena de casal que matou e jogou corpo de amante no rio Itajaí-Mirim ultrapassa os 30 anos

MPSC denunciou casal por homicídio triplamente qualificado mediante emboscada, asfixia e motivo torpe

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Redação ND Itajaí

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O Tribunal do Júri da Comarca de Itajaí, no Litoral Norte catarinense, decidiu pela condenação a penas de 17 e 15 anos de reclusão para o casal acusado de matar um homem por estrangulamento e jogar o corpo no rio Itajaí-Mirim.

O crime aconteceu no dia 12 de novembro de 2021, depois que um dos réus descobriu que a companheira, também ré, vivia em um relacionamento extraconjugal com a vítima.

Casal jogou corpo da vítima no rio Itajaí-AçuCorpo da vítima foi jogado no rio Itajaí-Mirim – Foto: Semasa/Ilustrativa/Divulgação/ND

O julgamento aconteceu na última quarta-feira (22) e o Conselho de Sentença acatou a tese do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), representado pela Promotora de Justiça Letícia Vinotti da Silva, e condenou os réus a 17 e 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

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Os réus foram denunciados pela 1ª Promotoria da Comarca de Itajaí por homicídio triplamente qualificado – mediante emboscada, asfixia e motivo torpe – e por ocultação de cadáver contra a vítima. Eles tiveram negado o direito de recorrer em liberdade.

O casal vivia em união estável até o segundo semestre de 2020, quando a mulher passou a manter um relacionamento extraconjugal com a vítima. O caso foi descoberto pelo companheiro em outubro do mesmo ano, e proibido por ele.

Por cerca de um ano, a mulher passou alguns períodos morando com o réu e outros com a vítima. Já em julho de 2021, a mulher e a vítima decidiram “fugir”, e se mudaram para a cidade de São Ludgero, no sul do estado.

O réu, até então companheiro da ré, descobriu onde ela e o amante estavam, e foi até o encontro deles, convencendo a mulher a voltar para casa e pagando R$ 5 mil em espécie para que a vítima não se aproximasse mais da mulher.

O amante passou a pedir mais dinheiro, e dizer que se ele não o fizesse levaria até a polícia mensagens em que era ameaçado de morte pelo réu e iria expor imagens íntimas da mulher na internet.

O réu transferiu cerca de R$ 6,5 mil em troca de dois celulares, que teriam os conteúdos íntimos, e que foram quebrados por ele em seguida. Em novembro de 2021, a mulher voltou a morar com a vítima, em São Ludgero, mas ainda mantinha contato com o ex.

Juntos, o casal preparou uma emboscada para a vítima, no dia 12 de novembro de 2021, no caminho em que ele fazia entre a casa e o trabalho. O réu asfixiou a vítima com um golpe de gravata e a matou, com apoio da companheira. O casal ocultou o cadáver e jogou o corpo da vítima no rio Itajaí-Mirim, em Itajaí.

Casal foi preso preventivamente em maio

O casal foi preso preventivamente e seria julgado em uma sessão do Tribunal do Júri marcada para o dia 5 de julho. O Juiz da Comarca de Itajaí declinou da competência para que o julgamento acontecesse na Comarca de Braço do Norte, entendendo que o homicídio teria ocorrido em São Ludgero, que pertence àquela comarca.

Os denunciados foram soltos por decisão do Juiz da 1ª Vara Criminal de Itajaí depois que o magistrado cancelou a sessão. A 1ª Promotoria de Justiça de Itajaí recorreu, pedindo para que os réus fossem julgados em Itajaí, porque toda a investigação foi feita no município.

O pedido foi analisado pela Justiça e, após uma decisão liminar em segundo grau, os réus voltaram para a prisão preventiva e o julgamento foi remarcado para o dia 22 de novembro.

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